A doação de órgãos é um gesto de solidariedade que vai além da esperança – é a única chance de sobrevivência para muitas pessoas que aguardam em listas de espera. Para esses pacientes, um transplante representa não apenas a continuidade da vida, mas também a possibilidade de uma melhora significativa na qualidade de vida. Decidir pela doação de órgãos após a morte é um ato que prolonga vidas e deixa um legado de compaixão e generosidade.
O Brasil é referência mundial em transplantes de órgãos, ocupando a terceira posição global, atrás apenas dos Estados Unidos e da China. Desde 2023, o país registrou um aumento de 17% no número de doadores em potencial e de efetivos em comparação a 2019, conforme dados do Ministério da Saúde (MS) e das Centrais Estaduais de Transplantes. Nos últimos quatro anos, foram realizados um grande número de transplantes de órgãos, como por exemplo, 50.311 transplantes de córnea e 12.546 de medula óssea. O transplante de córnea, em especial, é o mais comum no país, correspondendo a mais de 70% dos transplantes realizados.
Neste mês de setembro, conhecido como Setembro Verde, o foco se volta para a conscientização sobre a importância da doação de órgãos. A seguir, o Dr. Ronaldo compartilha sua visão sobre o impacto desse ato e a necessidade de disseminar essas informações entre profissionais de saúde e a população em geral.
