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/ Published on January 20, 2021

Estudo randomizado de fase 2b

Uso do anticorpo otilimabe em pacientes com artrite reumatoide

Pesquisadores avaliam a eficácia e segurança dose-dependente do otilimabe em artrite reumatoide

O anticorpo monoclonal humano otilimabe inibe o fator estimulador de colônias de granulócitos e macrófagos (GM-CSF), um fator chave em doenças inflamatórias imunomediadas.

Uma nova alternativa terapêutica tem sido investigada para aplicação no tratamento da artrite reumatoide. O otilimabe, um anticorpo monoclonal, é um fármaco com atividades biológicas que atinge e suprime a citocina inflamatória GM-CSF. Desse modo, pacientes com artrite reumatoide poderiam se beneficiar em breve de um novo tratamento que não apenas suprime a inflamação, mas também reduz significativamente os índices de dor.

Em um estudo multicêntrico, conduzido por Buckley e colaboradores, investigou-se os efeitos clínicos do otilimabe para prevenir inflamação, dano aos tecidos e dor em pessoas com artrite reumatoide. Foram avaliadas 5 doses de otilimabe (22,5 mg, 45 mg, 90 mg, 135 mg ou 180 mg) mais metotrexato versus um placebo. Foram incluídos 222 pacientes (com 18 anos ou mais) com artrite reumatoide ativa, que receberam injeções subcutâneas semanais por 5 semanas, que foram reduzidas para cada duas semanas durante o período de um ano.

De acordo com os resultados obtidos, o tratamento com otilimabe levou a uma rápida redução nas articulações doloridas e inchadas, e os pacientes também relataram melhoras significativas nos escores de dor e da função física. 

A maior diferença foi alcançada com otilimabe foi na dose de 90 mg. Otilimabe mais metotrexato mostraram boa tolerância e, apesar de não atingir o objetivo primário de remissão do DAS28-CRP, observou-se melhoras em comparação com o placebo nos escores de atividade da doença. Ademais, não houve mortes ou eventos pulmonares de preocupação clínica e as taxas de infecção grave foram baixas.

O estudo ofereceu um braço de escape para os pacientes que receberam placebo ou nos quais a dose do medicamento para a qual foram randomizados não reduziu a atividade de sua doença. O trabalho contribuiu para estabelecer a base de infraestrutura para Estudo CATALYST, que está medindo a eficácia do GM-CSF e outro medicamento anti-inflamatório (anti-TNF) no tratamento da COVID-19.