| Introdução |
A população do Reino Unido está se tornando cada vez mais etnicamente diversa, mas ainda enfrenta desigualdades profundamente enraizadas, inclusive na medicina, como é o caso da dermatologia. Uma das questões é a falta de representatividade em imagens de condições de pele e nos materiais de ensino dermatológico. Para abordar essa lacuna, sete estudantes de medicina da Universidade de Exeter criaram um projeto com o objetivo de ampliar seus conhecimentos na área, desenvolvendo uma variedade de recursos educacionais e métodos inovadores de avaliação. O projeto buscou aumentar a conscientização sobre condições dermatológicas comuns e suas manifestações em diferentes tons de pele, promovendo uma educação mais inclusiva entre o público de Exeter.
| Métodos |
No âmbito do projeto, foi aplicado um quiz ao público sobre condições de pele e suas diferentes apresentações em diferentes cores de pele. Além disso, cada membro da equipe foi solicitado a preencher uma autoavaliação para medir suas habilidades críticas antes e depois de participar do projeto, e posteriormente, redigir uma reflexão pós-evento. As respostas da pesquisa e as reflexões foram analisadas em busca de temas específicos, permitindo uma compreensão mais profunda dos impactos do projeto no desenvolvimento de habilidades e no aumento da conscientização sobre a diversidade na dermatologia.
| Resultados |
Durante a execução do projeto, foi constatado um aumento significativo no interesse por condições dermatológicas em peles mais escuras. Os membros da equipe relataram melhorias expressivas em três aspectos principais: (i) redução da lacuna de conhecimento, (ii) aumento da confiança na criação de recursos inovadores, e (iii) aprimoramento das habilidades de comunicação. Além disso, a análise das pesquisas e das reflexões identificou áreas para aperfeiçoamento, fornecendo insights valiosos para a evolução do projeto.
| Conclusões |
Além de ampliar o conhecimento dermatológico dos estudantes de medicina, o projeto incentivou o pensamento crítico e a proatividade, habilidades essenciais para os futuros clínicos. Os participantes relataram melhorias em competências fundamentais, como comunicação eficaz, oratória e o desenvolvimento de recursos educacionais inovadores. Vale destacar que as universidades de medicina devem criar mais oportunidades para iniciativas como essa, garantindo maior inclusão e diversidade no currículo médico, a fim de preparar adequadamente os futuros profissionais para atender a uma população cada vez mais diversa. Ademais, o sucesso do projeto levou à expansão do financiamento, e atualmente está em desenvolvimento um pacote de recursos digitais acessível a educadores e estudantes de faculdades de medicina do Reino Unido.