O Sistema Único de Saúde alcançou, em 2025, o maior volume de cirurgias eletivas já realizado em um único ano: 14,7 milhões de procedimentos, segundo dados divulgados pelo governo federal. O anúncio foi feito durante um evento em Salvador, com participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
O governo atribuiu o crescimento ao fortalecimento de políticas voltadas à redução das filas cirúrgicas e à ampliação do acesso da população a especialistas. De acordo com o presidente, a prioridade é assegurar atendimento digno e reduzir o tempo de espera para quem depende exclusivamente do SUS.
O ministro Padilha destacou que a marca só foi possível graças à cooperação entre União, estados, municípios, hospitais filantrópicos e unidades privadas que aderiram ao programa Agora Tem Especialistas, iniciativa que oferece novos valores de remuneração — superiores à antiga tabela SUS — e tem incentivado mais instituições a realizarem procedimentos eletivos. Em comparação, o recorde anterior havia sido registrado em 2024, com 13,6 milhões de cirurgias, mostrando avanço expressivo entre os dois anos.
Para 2026, o Ministério da Saúde prevê a distribuição de 150 combos cirúrgicos destinados à assistência hospitalar, além de 10 mil kits para unidades básicas, com o objetivo de fortalecer a Atenção Primária e aumentar a resolutividade nos territórios.
Na Bahia, foram entregues 1.030 combos de equipamentos, incluindo câmaras frias para vacinas, balanças digitais e lasers terapêuticos utilizados em reabilitação e manejo de feridas. Esses equipamentos contribuem para qualificar o atendimento nas unidades básicas e ampliar a capacidade diagnóstica local.
Além disso, os municípios baianos receberam 575 mil kits de telessaúde, reforçando a digitalização e integração do SUS, e o estado passa a contar com cobertura integral do Samu após a entrega de 107 novas ambulâncias.
Segundo Padilha, o Brasil mantém o posto de sistema público que mais realiza cirurgias no mundo, e os novos investimentos buscam ampliar a capacidade assistencial e reduzir desigualdades regionais no acesso aos cuidados cirúrgicos eletivos.