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Publicado el 3 de julio de 2025

Bem-estar e saúde

Saúde e bem-estar do adolescente em crise

Descubra as principais conclusões da Comissão Lancet 2025 e prepare-se para enfrentar os desafios que ameaçam o futuro da próxima geração.

Autor/a: Baird, Sarah et al.

Fuente: The Lancet, v. 405, N. 10493, Pg. 1945 - 2022, 2025 A call to action: the second Lancet Commission on adolescent health and wellbeing

Introdução

A adolescência representa uma fase crítica do desenvolvimento humano, marcada por transformações biológicas intensas e amadurecimento psicológico. Quando esse potencial é devidamente nutrido e apoiado, os jovens podem florescer como inovadores, educadores, defensores e líderes, contribuindo de forma significativa para suas comunidades e para o futuro coletivo. Mas, no cenário global, a saúde e o bem-estar desses jovens estão em um ponto de inflexão. Atualmente, está sendo observado um aumento das taxas de doenças não transmissíveis e transtornos mentais, acompanhadas por ameaças de megatendências complexas e intersetoriais – como mudanças climáticas, aumento do uso da tecnologia e consequências da pandemia da COVID-19.

Apesar dos desafios, as oportunidades são igualmente significativas. O crescente acesso à educação, o desenvolvimento econômico e os avanços na inovação digital estão abrindo novas perspectivas — inclusive para adolescentes em situação de maior vulnerabilidade —, promovendo inclusão, capacitação e participação ativa na construção de um futuro mais equitativo. 

Por isso, Baird e colaboradores (2025) iniciaram uma Comissão Lancet para estabelecer oportunidades e desafios enfrentados pelos adolescentes em face de determinantes mutáveis ​​da saúde e do bem-estar e ameaças globais existenciais.

A mudança da saúde e do bem-estar dos adolescentes nos últimos 10 anos

Em 2016, a primeira Comissão Lancet sobre Saúde e Bem-Estar do Adolescente (LC2016) desempenhou um papel fundamental ao direcionar a atenção global para evidências sobre as necessidades de saúde e desenvolvimento dos adolescentes. Esse documento conectou questões de saúde antes isoladas, mas inter-relacionadas (por exemplo, saúde sexual e reprodutiva, nutrição, saúde materna, saúde mental, uso indevido de substâncias e lesões), adotando uma abordagem holística para a conceituação de saúde e bem-estar do adolescente.

Entre as duas edições, houve progresso na redução de doenças transmissíveis, maternas e nutricionais em adolescentes, mas esse foi fortemente interrompido pela pandemia da COVID-19. Em níveis globais, as essas tendencias foram mais favoráveis ao grupo de sexo feminino do que ao masculino. A Ásia Meridional e a África Subsaariana continuaram a ter a maior carga de doenças transmissíveis em 2021, mas também foram as regiões em que mais progressos foram feitos. Outros grandes progressos foram feitos na redução da carga de doenças e mortes por lesões e na redução dos riscos à saúde relacionados ao uso de substâncias (ou seja, consumo excessivo de álcool e tabagismo) entre adolescentes. Para o tabagismo, os esforços devem se concentrar em adolescentes do sexo masculino no Sudeste Asiático, Leste Asiático e Oceania, Norte da África e Oriente Médio e Europa Central, Europa Oriental e Ásia Central, e esforços para modificar o consumo excessivo de álcool são necessários em países de alta renda para ambos os sexos.

A escolaridade melhorou globalmente, no entanto, estima-se que essa taxa ficará abaixo da meta de 80% para conclusão do ensino secundário até 2030, atingindo 57,5% para mulheres e 56,0% para homens. As regiões mais afetadas são Norte da África e no Oriente Médio, Sul da Ásia e África Subsaariana.

De grande preocupação é a falta uniforme de progresso no enfrentamento das doenças não transmissíveis (DNTs) em adolescentes, incluindo transtornos de saúde mental. Ademais, o progresso em relação ao risco nutricional também foi pouco proeminente. A obesidade e sobrepeso aumentaram em todas as regiões, com maiores preocupações para os países de alta renda, América Latina e Caribe, Norte da África e o Oriente Médio. Outra grande preocupação global foi o lento progresso na anemia para adolescentes do sexo feminino.

Em relação ao casamento infantil feminino, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) estimou que 18,6% das mulheres de 20 a 24 anos em 2022 se casaram antes dos 18 anos, uma diminuição em relação aos 21,0% em 2017. As regiões com a maior proporção tiveram os declínios mais acentuados: a prevalência do casamento infantil diminuiu de 35% em 2017 para 32% em 2022 na África Subsaariana, e de 34% para 26% no sul da Ásia no mesmo período. Em 2022, as prevalências na América Latina e no Caribe (16%) e no Oriente Médio e Norte da África (21%) foram semelhantes às estimativas de 2017.

Para possíveis soluções, são necessárias políticas e diretrizes que refletem o reconhecimento das necessidades exclusivas de cada país.  Por exemplo, políticas como educação secundária gratuita, leis sobre a idade do casamento, restrição da venda de tabaco e substâncias ilícitas para menores de idade e alertas de saúde para alimentos não saudáveis.

No entanto, reversões de políticas ameaçam os ganhos anteriores. Por exemplo, nos Estados Unidos, os esforços legais para criminalizar a homossexualidade e o ser transgênero aumentaram, ampliando os altos níveis de discriminação e assédio experimentados por adolescentes lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e queer ou em questionamento (LGBTQ+) e potencialmente introduzindo barreiras legais ao acesso a serviços de saúde sexual e reprodutiva. Sistemas jurídicos plurais podem priorizar o direito religioso ou consuetudinário sobre o direito civil e, muitas vezes, apresentar exceções aos acordos internacionais que proíbem as exigências de consentimento de terceiros (por exemplo, de um pai ou responsável) para adolescentes.

Mudanças nas políticas nos EUA tiveram efeitos prejudiciais sobre o progresso global na saúde sexual e reprodutiva. Em 2017, por exemplo, os EUA restabeleceram sua Política da Cidade do México de 1984 (comumente conhecida como Regra da Mordaça Global), que proíbe o financiamento federal dos EUA para organizações não governamentais (ONGs) não americanas que fornecem aconselhamento, encaminhamento ou serviços relacionados ao aborto. Devido às ligações entre a oferta de contracepção e o atendimento ao aborto, o restabelecimento dessa política afetou drasticamente o financiamento da ajuda ao desenvolvimento global para a saúde sexual e reprodutiva e reduziu muito o acesso à contracepção em muitos países de baixa e média renda.

Ademais, em muitos países, os compromissos com a educação sexual são prejudicados pela oposição parental cultural, religiosa e politicamente organizada.

Por fim, uma nova área de debate político é a oferta de cuidados de afirmação de gênero para adolescentes. Jovens transgêneros e com diversidade de gênero enfrentam exclusão social e discriminação, o que pode comprometer sua saúde e bem-estar. Desde 2020, os EUA, aprovou mais de 100 projetos de lei que minam os direitos dessas pessoas, restringindo o acesso a espaços públicos, serviços básicos, instituições educacionais e elementos de assistência médica.

Outro grande problema observado é o baixo financiamento nas ações de saúde e bem-estar dos adolescentes, principalmente nos países de baixa e média renda (PBMR). Nos de alta renda, grande parte dos investimentos é voltado principalmente à saúde mental, com as outras necessidades não atendidas.

Determinantes de saúde e bem-estar do adolescente

Além do financiamento insuficiente e inadequado às necessidades, o progresso para os adolescentes tem ficado aquém devido às rápidas mudanças nos impulsionadores da saúde e do bem-estar desse grupo. Além dos determinantes sociais bem reconhecidos (por exemplo, família, amigos e educação), há uma consciência mais forte sobre os ecológicos, como as mudanças climáticas e novas pandemias, e dos relacionados ao acesso à mídia digital e à inteligência artificial. Há também um reconhecimento crescente dos determinantes comerciais da saúde e dos efeitos de conflitos, guerras, deslocamentos e incertezas políticas.

Atualmente, o determinante que mais afeta a saúde e o bem-estar do adolescente é a crise das mudanças climáticas, perda de biodiversidade e poluição do ar, da água e do solo. Este enquadramento reflete que os humanos estão inseridos em sistemas socioecológicos que podem tanto apoiar como colocar em perigo a vida. Os adolescentes atuais são a primeira coorte que viverá toda a sua vida num mundo em que a temperatura global média anual tem sido consistentemente 0,5°C superior aos níveis pré-industriais. Suas vidas futuras provavelmente serão caracterizadas por mudanças planetárias perigosas, incluindo perda de biodiversidade, poluição por aerossóis e mudanças induzidas pelo homem nos ciclos da água e de nutrientes.

Cada vez mais as tecnologias digitais permeiam a vida dos adolescentes. A transição digital e o conteúdo multimodal associado e as experiências sociais criam novas oportunidades e potenciais danos. Por um lado, as tecnologias oferecem oportunidades de desenvolvimento pessoal, interações sociais agradáveis ​​e entretenimento, perspectivas mais amplas de educação e emprego e uma plataforma para promoção da saúde e serviços de saúde (a chamada mHealth).

Por lado, muitas das experiências formativas de aprendizado social e emocional da adolescência estão ocorrendo cada vez mais online, muitas vezes longe da supervisão dos pais, com implicações potencialmente prejudiciais para o desenvolvimento desse grupo. Essa mudança é preocupante porque as tecnologias digitais podem resultar na exposição ao cyberbullying, conteúdo violento e sexualizado e desinformação perigosa. O desenvolvimento do cérebro social na adolescência está associado à hipersensibilidade à influência dos colegas e à experiência aprimorada das emoções sociais de vergonha e rejeição, o que pode ampliar a influência do ambiente social de um adolescente e aumentar a sensibilidade ao conteúdo online e às mídias sociais. Alguns pesquisadores argumentam que o aumento dos transtornos mentais em adolescentes ocorreu paralelamente ao aumento do uso de smartphones após 2012 em muitos países. Este tópico capturou a atenção da política em muitos países, levando a um debate robusto sobre a limitação do acesso a danos online, mídias sociais e smartphones, principalmente para adolescentes mais jovens.

Atualmente, os adolescentes são os segundo maiores usuários de ferramentas de inteligência artificial (IA) generativa, apesar das restrições de aconselhamento para uso por pessoas com menos de 18 anos. Entretanto, os dados são insuficientes para entender o efeito dessa tecnologia nesse grupo. Os benefícios potenciais incluem avanços rápidos em cuidados de saúde pessoais, promoção do desenvolvimento pessoal, ampliação do acesso à educação e conhecimento, maior acesso a oportunidades criativas, reduções em uma variedade de encargos de trabalho, novas oportunidades de emprego e aumento do tempo de lazer. No entanto, existem muitos danos potenciais, inclusive da disseminação de desinformação e violações na segurança de dados. Ademais, pode afetar desproporcionalmente os empregos de nível inferior. Por isso, é essencial que os adolescentes adquiram alfabetização digital para empregos futuros.

Outro determinante de extrema importância na saúde dos adolescentes são acesso a substâncias lícitas e ilícitas. Nos EUA, as overdoses por opioides são a terceira maior causa de morte entre pessoas de 0 a 19 anos. Além disso, o número relativo de mortalidade por overdose nesse grupo está crescendo, grande parte sendo atribuído ao uso de drogas ilícitas com alta potência, como o fentanil.

Ademais, a violência é cada vez mais reconhecida como profundamente tóxica para os adolescentes, mas continua sendo uma experiência quase normal em muitos países. Essa experiência é altamente relacionada ao gênero, muda com a idade e afeta particularmente adolescentes de grupos marginalizados. Os do sexo masculino são mais propensos a enfrentar violência física por colegas na escola e na comunidade, com taxas mais altas de homicídio, e as do sexo feminino são mais propensas a sofrer violência por parceiro íntimo, sexual, de gênero, como mutilação ou corte genital feminino e casamento infantil.

O casamento infantil feminino pode resultar em consequências físicas, mentais, sociais e econômicas negativas de longo alcance para a criança, impedir a matrícula adicional na escola, contribuir para o aumento da morbidade e mortalidade materna entre adolescentes, e minar o desenvolvimento nacional. A mutilação ou corte genital feminino está associada a grandes consequências físicas e psicossociais na adolescência, incluindo dor intensa, hemorragia e trauma.

Em relação aos determinantes de saúde, houve uma lenta evolução nos indicadores relacionados a saúde sexual e reprodutiva nos últimos 10 anos. Tanto as taxas de fertilidade quanto as de casamento diminuíram globalmente em cerca de 8–9% em adolescentes do sexo feminino com idades entre 15 e 19 anos. Ademais, a incidência global de HIV entre adolescentes com idades entre 15 e 19 anos diminuiu. Globalmente, a adesão à terapia antirretroviral (TARV) entre adolescentes com idades entre 10 e 19 anos vivendo com HIV aumentou de cerca de 35% em 2016 para 65% em 2023. Por fim, houve reduções impressionantes na taxa de gravidez em adolescentes com menos de 19 anos.

Os transtornos mentais são a maior causa de carga de doenças entre adolescentes em todos os países. Eles são particularmente comuns e afetam cerca de 10-20% dos jovens de países de alta renda. A saúde mental pode influenciar profundamente como os adolescentes navegam em normas e estruturas sociais e pode afetar o nível de escolaridade e a transição para o emprego, relacionamentos íntimos e formação familiar, exposição e perpetração de violência e interações com o mundo digital. Além disso, diversos estudos relataram que a saúde mental na adolescência prediz uma ampla gama de resultados na vida posterior.

A prevalência de outros transtornos, como os alimentares, também aumentou globalmente. Os do neurodesenvolvimento, como autismo e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, também aumentaram, mas não está claro se esse aumento reflete uma melhor apuração ou uma mudança na prevalência da população.

A obesidade pediátrica é prevalente em todos os países. A transição de uma predominância de baixo peso em adolescentes globalmente para a de sobrepeso foi particularmente impulsionada por interesses comerciais, reduções na atividade física e a urbanização e aumentos no tempo de tela. Embora essas mudanças afetem pessoas de todas as idades, o índice de massa corporal (IMC) aumenta mais rapidamente durante a adolescência. Diversos efeitos podem ser relatados na saúde desse grupo:

·       Cardiovasculares (hipertensão, disfunção ventricular)

·       Respiratórios (asma, apneia do sono, problemas de sono)

·       Endócrinos (puberdade precoce, diabetes tipo 2 e pré-diabetes)

·       Reprodutivos (síndrome dos ovários policísticos, infertilidade)

·       Musculoesqueléticos (dor, epifisiólise da cabeça femoral)

·       Renais (glomeruloesclerose, enurese)

·       Gastrointestinais (fígado gorduroso, constipação, refluxo)

·       Neurológicos (aumento da pressão intracraniana) e de saúde mental (estigma do peso, baixa autoestima, depressão, alimentação desordenada, transtornos alimentares)

·       Dermatológicos (acantose nigricans)

Na vida adulta, a obesidade pediátrica também tem implicações importantes:

·       Diabetes tipo 2

·       Doença cardíaca coronária (ataque cardíaco, derrame, doença arterial periférica)

·       Câncer (uma ampla gama de tipos)

·       Infertilidade, maus resultados obstétricos

·       Osteoartrite

·       Má saúde mental

O aumento do consumo de bebidas adoçadas com açúcar na forma de refrigerantes, sodas, leites adoçados e bebidas energéticas é um dos principais contribuintes para o aumento da prevalência de obesidade.

Princípios e metas para o futuro

A comissão Lancet de 2025 sobre Saúde e Bem-Estar do Adolescente propôs três metas e quinze recomendações específicas para acelerar as melhorias necessárias na saúde e no bem-estar dos adolescentes:

Meta 1: Criar ambientes favoráveis para transformar a saúde e o bem-estar dos adolescentes. As ações incluem:

·       Engajar, amplificar e proteger as vozes dos adolescentes na defesa de mudanças e na formulação de políticas para efetivar a mudança.

·       Coordenar esforços em toda a janela de desenvolvimento da infância e adolescência para aproveitar os investimentos na primeira infância.

·       Criar uma meta de desenvolvimento centrada na saúde e no bem-estar dos adolescentes, com medição, responsabilização e coordenação fortalecidas.

·       Aprimorar a responsabilização global, nacional e subnacional pela saúde e bem-estar dos adolescentes por meio de inovações em indicadores, abordagens de medição e processos de relatórios.

·       Adequar o financiamento às necessidades de saúde dos adolescentes, incluindo os riscos das atuais e futuras cargas de doenças.

·       Fortalecer a capacidade em todo o campo da saúde e bem-estar dos adolescentes.

Meta 2: Amplificar ações dentro dos sistemas existentes para abordar a saúde e o bem-estar dos adolescentes. As ações incluem:

·       Responsabilizar conjuntamente os ministérios nacionais da educação e da saúde pela saúde e bem-estar dos alunos.

·       Garantir o acesso universal a cuidados de saúde que respondam às necessidades dos adolescentes.

·       Fornecer acesso equitativo a um ensino primário e secundário de alta qualidade para todos os adolescentes, com caminhos para formação pós-secundária e oportunidades económicas.

·       Ampliar as ações com capacidade de resposta ao gênero para acelerar o progresso em direção a resultados de saúde sexual e reprodutiva e reduzir a violência baseada no gênero.

·       Proteger os jovens dos efeitos adversos da violência, conflitos armados e encarceramento.

·       Reforçar os sistemas comunitários que promovem a saúde mental e o bem-estar.

Meta 3: Desenvolver abordagens inovadoras para enfrentar ameaças complexas e emergentes em parceria com os jovens. As ações incluem:

·       Limitar os efeitos de influências comerciais, como a indústria alimentícia de ultraprocessados, na saúde e no bem-estar dos adolescentes.

·       Promover o uso saudável de mídias sociais e espaços online para evitar danos.

·       Proteger a saúde e o bem-estar dos adolescentes hoje e para a próxima geração por meio de ações emergenciais contra a crise planetária de mudanças climáticas, perda de biodiversidade e poluição.

Em conclusão, investir na saúde e no bem-estar dos adolescentes é fundamental para a construção de um futuro sustentável, considerando que eles representam uma parcela significativa da população global e os líderes de amanhã. Embora avanços tenham sido alcançados em algumas áreas, desafios persistem — como o aumento das doenças não transmissíveis, da obesidade e dos transtornos mentais. A Comissão destaca a urgência de ações coordenadas entre setores e do engajamento ativo dos próprios adolescentes na formulação de políticas. Superar barreiras como o financiamento insuficiente e responder de forma eficaz a desafios emergentes — como a crise climática e a transição digital — são passos essenciais para garantir um futuro mais saudável, justo e resiliente para essa geração.