De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o diabetes tipo 2 (DMT2), as doenças cardiovasculares (DCV) e o câncer são responsáveis por quase uma em cada duas mortes em todo o mundo. Sabe-se que a dieta habitual desempenha um papel crítico na modificação dos riscos dessas enfermidades. Padrões alimentares baseados em plantas que enfatizam alimentos derivados de fontes vegetais e minimizam o consumo de produtos de origem animal têm ganhado atenção significativa nos últimos anos. Eles foram associados a menores riscos de DCV, câncer e DMT2 e, portanto, têm o potencial de prevenir e controlar essas doenças. Entretanto, nenhuma meta-análise avaliou quantitativamente o impacto das mudanças nos padrões alimentares baseados em plantas nos resultados de doenças crônicas.
Por isso, Wang e colaboradores (2023) realizaram uma revisão sistemática atualizada e meta-análise para avaliar a associação da adesão a padrões alimentares baseados em plantas com riscos de principais doenças crônicas, incluindo DMT2, DCV e câncer, bem como mortalidade.
Para isso, foi realizado uma revisão sistemática e meta-análise de evidências de estudos observacionais prospectivos. As fontes de dados utilizadas foram PubMed e MEDLINE, Embase, Web of Science e triagem de referências. Foram incluídos todos os estudos observacionais prospectivos que avaliaram a associação entre a adesão a padrões alimentares baseados em plantas e a incidência de DMT2, DCV, câncer e mortalidade em adultos (≥ 18 anos).
Um total de 76 publicações foram identificadas, incluindo 2.230.443 participantes com 60.718, 157.335, 57.759 e 174.435 casos de DMT2, DCV, câncer e óbitos, respectivamente. Uma associação inversa foi observada entre maior adesão a um padrão alimentar baseado em plantas e riscos de doenças crônicas e mortalidade por todas as causas, com heterogeneidade moderada a alta entre os estudos. As associações inversas com DMT2, DCV e câncer foram fortalecidas quando alimentos saudáveis à base de plantas, como vegetais, frutas, grãos integrais e legumes, foram enfatizados na definição de padrões alimentares baseados em plantas. A associação para mortalidade foi amplamente semelhante quando as análises foram restritas a dietas saudáveis à base de plantas.
Em contraste, dietas não saudáveis à base de plantas foram positivamente associadas a esses resultados das doenças crônicas. Entre quatro estudos que examinaram mudanças nos padrões alimentares, o aumento da adesão a padrões alimentares baseados em plantas foi associado a um risco significativamente reduzido de DMT2 e a um marginalmente menor de mortalidade.
Em conclusão, uma melhor adesão a padrões alimentares baseados em plantas, especialmente aqueles que enfatizam alimentos saudáveis, foi benéfica para diminuir os riscos de principais condições crônicas, incluindo DMT2, DCV, câncer, bem como mortes prematuras.
Publicado el 17 de junio de 2025
Alimentação e saúde
Plant-Based: a revolução na saúde metabólica e cardiovascular
Descubra como a adesão a padrões alimentares baseados em plantas pode reduzir significativamente os riscos de doenças crônicas e mortalidade
Autor/a: Wang Y, et al.
Fuente: Nutr Journal , V. 4, N. 22, 2023 Associations between plant-based dietary patterns and risks of type 2 diabetes, cardiovascular disease, cancer, and mortality - a systematic review and meta-analysis.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o diabetes tipo 2 (DMT2), as doenças cardiovasculares (DCV) e o câncer são responsáveis por quase uma em cada duas mortes em todo o mundo. Sabe-se que a dieta habitual desempenha um papel crítico na modificação dos riscos dessas enfermidades. Padrões alimentares baseados em plantas que enfatizam alimentos derivados de fontes vegetais e minimizam o consumo de produtos de origem animal têm ganhado atenção significativa nos últimos anos. Eles foram associados a menores riscos de DCV, câncer e DMT2 e, portanto, têm o potencial de prevenir e controlar essas doenças. Entretanto, nenhuma meta-análise avaliou quantitativamente o impacto das mudanças nos padrões alimentares baseados em plantas nos resultados de doenças crônicas.
Por isso, Wang e colaboradores (2023) realizaram uma revisão sistemática atualizada e meta-análise para avaliar a associação da adesão a padrões alimentares baseados em plantas com riscos de principais doenças crônicas, incluindo DMT2, DCV e câncer, bem como mortalidade.
Para isso, foi realizado uma revisão sistemática e meta-análise de evidências de estudos observacionais prospectivos. As fontes de dados utilizadas foram PubMed e MEDLINE, Embase, Web of Science e triagem de referências. Foram incluídos todos os estudos observacionais prospectivos que avaliaram a associação entre a adesão a padrões alimentares baseados em plantas e a incidência de DMT2, DCV, câncer e mortalidade em adultos (≥ 18 anos).
Um total de 76 publicações foram identificadas, incluindo 2.230.443 participantes com 60.718, 157.335, 57.759 e 174.435 casos de DMT2, DCV, câncer e óbitos, respectivamente. Uma associação inversa foi observada entre maior adesão a um padrão alimentar baseado em plantas e riscos de doenças crônicas e mortalidade por todas as causas, com heterogeneidade moderada a alta entre os estudos. As associações inversas com DMT2, DCV e câncer foram fortalecidas quando alimentos saudáveis à base de plantas, como vegetais, frutas, grãos integrais e legumes, foram enfatizados na definição de padrões alimentares baseados em plantas. A associação para mortalidade foi amplamente semelhante quando as análises foram restritas a dietas saudáveis à base de plantas.
Em contraste, dietas não saudáveis à base de plantas foram positivamente associadas a esses resultados das doenças crônicas. Entre quatro estudos que examinaram mudanças nos padrões alimentares, o aumento da adesão a padrões alimentares baseados em plantas foi associado a um risco significativamente reduzido de DMT2 e a um marginalmente menor de mortalidade.
Em conclusão, uma melhor adesão a padrões alimentares baseados em plantas, especialmente aqueles que enfatizam alimentos saudáveis, foi benéfica para diminuir os riscos de principais condições crônicas, incluindo DMT2, DCV, câncer, bem como mortes prematuras.