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Publicado el 20 de enero de 2021

UK Biobank

Perfis de lipídios séricos e risco de câncer colorretal

Estudo de coorte prospectivo avalia se os lipídios séricos estão associados ao risco aumentado de câncer colorretal.

O câncer colorretal (CCR) é a terceira doença maligna mais comum e a segunda principal causa de morte por câncer em todo o mundo.

Atualmente, os principais fatores de risco para CCR são obesidade e má alimentação.

Estudos in vitro mostraram que os lipídios e lipoproteínas séricas podem influenciar a carcinogênese por meio da resistência à insulina, inflamação e vias de estresse oxidativo, aumentando a progressão do CCR.

A incidência e a mortalidade do CCR têm aumentado em adultos com idade inferior a recomendada para início do rastreamento, 50 anos, levantando a possibilidade da associação do evento com o aumento da prevalência da obesidade.

No entanto, não há um consenso entre os achados epidemiológicos sobre os lipídios séricos e CCR.

Portanto, Fang e colaboradores realizaram um estudo de coorte prospectivo, publicado recentemente na revista Nature, para investigar as associações entre os perfis lipídicos (HDL, LDL, TC, TG, apolipoproteína A (ApoA) e apolipoproteína B (ApoB)) e risco de CRC, independente de outros fatores de risco estabelecidos e suspeitos. Foram utilizadas as medições de lipídios séricos de aproximadamente 380.087 adultos com idades entre 40 e 69 anos a partir do UK Biobank.

Os participantes foram acompanhados durante uma mediana de 10,3 anos e 2.667 casos de CCR foram documentados. Nenhum dos biomarcadores lipídicos estudados foi associado ao risco de CCR após o ajuste por potenciais fatores de confusão, incluindo índice de massa corporal e circunferência da cintura.

De acordo com o observado, os níveis de triglicérides séricos foram associados a um risco aumentado de câncer no ceco (HR, 1,12; IC 95%, 1,00-1,25) e cólon transverso (HR, 1,28; IC 95%, 1,08-1,53). Enquanto a apolipoproteína A foi associada a um menor risco de câncer de flexura hepática (HR, 0,73; IC 95%, 0,56-0,96).

Os autores concluíram que, após o ajuste de indicadores de obesidade, os perfis de lipídeos séricos não estavam associados ao risco de câncer colorretal, e que potenciais efeitos específicos em subsítio dos triglicérides e da apolipoproteína A requerem confirmação adicional.