Pedalar pode ser benéfico no tratamento de Parkinson. Um estudo feito nas universidades federais do Rio Grande do Norte (UFRN) e do Paraná (UFPR), em parceria com instituições inglesas, mapeou a atividade cerebral de 24 adultos saudáveis em uma bicicleta ergométrica.
Os resultados mostraram que o estímulo sensorial ao pedalar, em especial de olhos fechados, provoca maior organização da atividade neuronal, capacidade habitualmente reduzida por doenças neurodegenerativas. “O que se tem demonstrado em experimentos é que os efeitos de pedalar são similares à medicação de pacientes com Parkinson”, explicou o neurocientista John Fontenele Araújo, da UFRN. Com o avanço das pesquisas, talvez seja possível conjugar medicamento e ciclismo, com o benefício adicional de diminuir o sedentarismo.
Segundo Araújo, nova etapa da pesquisa envolverá testes similares em pacientes com Parkinson somados a testes de caminhada antes e depois da pedalada. Outro passo será incluir um ambiente de realidade virtual durante o exercício na bicicleta (PLOS ONE, outubro)
Publicado el 27 de noviembre de 2024
Saúde pública
Pedaladas contra o Parkinson
Pedalar causa alterações no funcionamento cerebral que podem ser benéficas no tratamento de Parkinson
Autor/a: Redação 2024
Fuente: Pesquisa FAPESP Pedaladas contra o Parkinson
Pedalar pode ser benéfico no tratamento de Parkinson. Um estudo feito nas universidades federais do Rio Grande do Norte (UFRN) e do Paraná (UFPR), em parceria com instituições inglesas, mapeou a atividade cerebral de 24 adultos saudáveis em uma bicicleta ergométrica.
Os resultados mostraram que o estímulo sensorial ao pedalar, em especial de olhos fechados, provoca maior organização da atividade neuronal, capacidade habitualmente reduzida por doenças neurodegenerativas. “O que se tem demonstrado em experimentos é que os efeitos de pedalar são similares à medicação de pacientes com Parkinson”, explicou o neurocientista John Fontenele Araújo, da UFRN. Com o avanço das pesquisas, talvez seja possível conjugar medicamento e ciclismo, com o benefício adicional de diminuir o sedentarismo.
Segundo Araújo, nova etapa da pesquisa envolverá testes similares em pacientes com Parkinson somados a testes de caminhada antes e depois da pedalada. Outro passo será incluir um ambiente de realidade virtual durante o exercício na bicicleta (PLOS ONE, outubro)