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Publicado el 10 de marzo de 2022

Após dois anos de declaração

OMS: a pandemia está longe do fim e confirmou uma nova variante “Deltacron”

Em 11 de março de 2020, a agência havia falado a palavra que aumentou a conscientização sobre a crise da saúde.

O dia de hoje, 11 de março de 2022, marca dois anos desde que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a pandemia de COVID-19. A agência de saúde das Nações Unidas não apenas sustenta que esta situação está longe de terminar, mas também confirmou a presença de uma nova variante do SARS-COV-2, que combina ômicron e delta e que apareceu em diferentes manchetes sob o nome de Deltacron.

"A pandemia está longe de terminar", alertou o Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, quase dois anos depois de proferir a palavra que conscientizou o mundo inteiro sobre a gravidade da crise de saúde causada pelo coronavírus.

"O vírus continua a evoluir e continuamos a enfrentar grandes obstáculos para levar vacinas, testes e tratamentos onde quer que sejam necessários", insistiu Ghebreyesus.

De fato, em 9 de março, a OMS alertou sobre uma variante recombinante que está começando a aparecer.

"Estamos cientes dessa recombinação; é uma combinação de Delta AY.4 e Omicron BA.1", disse a Dra. Maria Van Kerkhove, epidemiologista líder da OMS, de Genebra, Suíça.

A especialista indicou que a variante foi detectada "na França, Holanda e Dinamarca, mas em níveis muito baixos", conforme relatado pela agência DPA.

Van Kerkhove reconheceu que "essa recombinação era esperada", mas esclareceu que "nenhuma mudança na epidemiologia ou gravidadefoi detectada até agora".

Um estudo publicado esta semana pelo Instituto Pasteur da França encontrou a primeira evidência sólida da existência dessa variante recombinante, que foi identificada em várias regiões da França e circula desde o início de janeiro de 2022.

Segundo a agência Télam, a OMS havia dito até o momento que "Deltacron", termo coloquial com o qual essa variante era chamada de alguns setores, era resultado de contaminação durante o processo de sequenciamento.

No início de janeiro, as autoridades de saúde de Chipre, um estado insular europeu localizado no Mar Mediterrâneo, relataram a detecção de até 25 casos de infecção com uma versão combinada das variantes Delta e Ômicron.

O professor de Biologia da Universidade de Chipre e diretor do Laboratório de Biotecnologia e Virologia Molecular, Leondios Kostrikis, disse naquela ocasião que a nova variante tinha a assinatura genética da Ômicron e os genomas de Delta, segundo a agência Europa Press.