No início de fevereiro, autoridades de Rosário, Argentina, relataram um novo caso de “coronadengue”, nome coloquial para infecções simultâneas por COVID-19 e dengue. Este é o primeiro relatado em 2022 dessas condições combinadas, embora não seja o único desses diagnósticos no país.
Aconteceu com uma mulher que chegou de férias do Brasil. Apresentou febre e dores musculares como sintomas. Após testar positivo para COVID-19, seu quadro clínico apresentou manifestações de dengue, sendo detectada uma infecção simultânea.
Além do primeiro caso de 'coronadengue' do ano, é o primeiro caso de dengue importado registrado pela cidade argentina no início do ano, conforme noticiado pelo jornal La Nación. O paciente encontra-se estável e apresenta condições de saúde favoráveis.
O caso de Rosário não é o primeiro em que um contágio de dengue e COVID é relatado simultaneamente. Segundo a mídia local, em janeiro de 2021, a província de Salta, na Argentina, registrou 2 pacientes com as doenças ao mesmo tempo.
Conforme detalhado no jornal Infobae, as autoridades de Rosário garantiram que "estão sendo realizadas tarefas periódicas de prevenção para evitar a propagação da dengue" e aconselharam "manter-se hidratado e em caso de fortes dores abdominais ou sangramento nas gengivas ou nariz, consulte com urgência".
"Coronadengue" é tecnicamente uma epidemia sindêmica ou sinérgica, termo usado na medicina antropológica quando duas ou mais epidemias atuam simultaneamente em uma população, com características sociais comuns, e interagem entre si em nível biológico, psicológico e social.
| Suspeita de coronadengue |
Especialistas ofereceram recomendações sobre como agir diante de uma situação sindêmica. O ideal é saber o suficiente sobre os sintomas de ambas as doenças para poder reconhecer quando se está infectado com ambas.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, a dengue é uma infecção viral que se transmite aos humanos graças à picada de mosquitos Aedes aegypti fêmeas infectados, embora muitas infecções por dengue sejam geralmente leves, casos graves podem apresentar complicações que podem causar a morte. Seus sintomas incluem febre alta, dor de cabeça ou dor atrás dos olhos, dores musculares e articulares, náuseas, vômitos e erupções cutâneas. Em casos mais graves, dor abdominal intensa e sangramento nas gengivas ou nariz podem aparecer.
A OMS postula que um terço dos habitantes do planeta corre o risco de contrair dengue. Todos os anos ocorrem cerca de 390 milhões de casos no mundo, dos quais 500 mil correspondem a dengue grave com cerca de 25 mil óbitos.