Pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Queensland (QUT), na Austrália, desenvolveram um biossensor inovador capaz de detectar a proteína S100A7, um biomarcador associado à insuficiência cardíaca, diretamente em amostras de saliva, oferecendo uma alternativa rápida e não invasiva para diagnóstico clínico.
Os cientistas utilizaram uma técnica chamada exibição de mRNA para selecionar rapidamente domínios de ligação baseados na estrutura FN3con, direcionados à proteína S100A7.
Em testes realizados com 31 pacientes com insuficiência cardíaca, o biossensor identificou corretamente a condição em 81% dos casos e apresentou 82% de precisão ao descartar a doença em pacientes saudáveis, o que pode ajudar a evitar falsos diagnósticos e tratamentos desnecessários.
Aplicado em um ensaio homogêneo com amostras de saliva, o dispositivo demonstrou alta sensibilidade, com limite de detecção de apenas 1 nanomolar e faixa dinâmica de 57 vezes. Além disso, apresentou correlação superior a 81% com o teste ELISA tradicional, validando sua eficácia como ferramenta diagnóstica.
Essa tecnologia abre caminho para testes rápidos, acessíveis e não invasivos, com potencial para uso em triagem populacional, monitoramento ambulatorial e apoio à decisão clínica em tempo real.
Publicado el 5 de noviembre de 2025
Inovação
Novo biossensor é capaz de detectar biomarcador de insuficiência cardíaca na saliva
Novo teste não invasivo mostra alta precisão na detecção de insuficiência cardíaca e pode transformar o diagnóstico na prática clínica.
Autor/a: Mutschler, R. et al.
Fuente: Biosensors and Bioelectronics: Volume 27, 2025, 100700 Protein biosensors of heart failure biomarker S100A7
Pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Queensland (QUT), na Austrália, desenvolveram um biossensor inovador capaz de detectar a proteína S100A7, um biomarcador associado à insuficiência cardíaca, diretamente em amostras de saliva, oferecendo uma alternativa rápida e não invasiva para diagnóstico clínico.
Os cientistas utilizaram uma técnica chamada exibição de mRNA para selecionar rapidamente domínios de ligação baseados na estrutura FN3con, direcionados à proteína S100A7.
Em testes realizados com 31 pacientes com insuficiência cardíaca, o biossensor identificou corretamente a condição em 81% dos casos e apresentou 82% de precisão ao descartar a doença em pacientes saudáveis, o que pode ajudar a evitar falsos diagnósticos e tratamentos desnecessários.
Aplicado em um ensaio homogêneo com amostras de saliva, o dispositivo demonstrou alta sensibilidade, com limite de detecção de apenas 1 nanomolar e faixa dinâmica de 57 vezes. Além disso, apresentou correlação superior a 81% com o teste ELISA tradicional, validando sua eficácia como ferramenta diagnóstica.
Essa tecnologia abre caminho para testes rápidos, acessíveis e não invasivos, com potencial para uso em triagem populacional, monitoramento ambulatorial e apoio à decisão clínica em tempo real.