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/ Publicado el 26 de junio de 2023

InfoGripe

InfoGripe: Influenza mantém presença elevada no país

O vírus influenza A, que havia sido identificado em 9% dos positivos em março, subiu para 22% em abril e 33% no mês de maio

Autor/a: João Pedro Sabadini

Fuente: InfoGripe: Influenza mantém presença elevada no país

O novo Boletim InfoGripe, divulgado pela Fiocruz nesta terça-feira (27/6), mostra que após semanas de aumentos de casos nas Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) em boa parte do país, o quadro apresenta alterações com o sinal de queda nas tendências de longo prazo (últimas seis semanas) e de curto prazo (últimas três semanas) em nível nacional. A COVID-19 permanece em queda no número de casos na população adulta na maioria dos estados. Já a influenza A - majoritariamente H1N1 - registrou aumento ao longo do mês de maio e manteve presença significativa nas primeira semanas de junho. Nas crianças, o vírus sincicial respiratório (VSR) segue como o principal vírus identificado, sendo responsável pelo cenário atual nesse público e continua apresentando aumento em alguns estados das regiões Norte e Nordeste.

Enquanto o SARS-CoV-2 esteve presente em 80% dos casos de SRAG com identificação viral notificados na população a partir de 15 anos no mês de março, esse percentual caiu para 61% em abril e 50% em maio. Já o vírus influenza A, que havia sido identificado em 9% dos positivos em março, subiu para 22% em abril e 33% no mês de maio. Referente à Semana Epidemiológica (SE) 24, período de 11 a 17 de junho, a análise tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até o dia 19 de junho.

"Na tendência de longo prazo, seis estados mostram sinal de crescimento de SRAG: Acre, Amapá, Pará, Rio Grande do Norte, Roraima e Sergipe. Nos cinco primeiros, o aumento está associado fundamentalmente ao grupo das crianças. Já em Sergipe, é possível observar sinal de crescimento tanto em crianças pequenas quanto em faixas etárias da população adulta, especialmente nas idades mais avançada", informa o pesquisador e coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes. Ele ainda explica que a diminuição dos casos das SRAG no país se dá pelos números das regiões do Centro-Sul do país, nos quais os estados apresentam queda ou interrupção do crescimento. Contudo, a situação é diferente para o Norte e o Nordeste, regiões onde há a totalidade dos estados em que os números apresentaram aumento.

"Na tendência de longo prazo, seis estados mostram sinal de crescimento de SRAG: Acre, Amapá, Pará, Rio Grande do Norte, Roraima e Sergipe. Nos cinco primeiros, o aumento está associado fundamentalmente ao grupo das crianças. Já em Sergipe, é possível observar sinal de crescimento tanto em crianças pequenas quanto em faixas etárias da população adulta, especialmente nas idades mais avançada", informa o pesquisador e coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes. Ele ainda explica que a diminuição dos casos das SRAG no país se dá pelos números das regiões do Centro-Sul do país, nos quais os estados apresentam queda ou interrupção do crescimento. Contudo, a situação é diferente para o Norte e o Nordeste, regiões onde há a totalidade dos estados em que os números apresentaram aumento.

Estados

Entre as capitais, dez apresentam crescimento de SRAG: Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Florianópolis (SC), João Pessoa (PB), Macapá (AP), Palmas (TO), Porto Velho (RO), Rio Branco (AC) e Teresina (PI). O sinal está presente sobretudo nas crianças.

Em Belo Horizonte, João Pessoa e Porto Velho, observa-se sinal de crescimento de SRAG também em algumas faixas etárias da população adulta. Em Palmas, o cenário ainda é compatível com oscilação em período de baixa atividade.

Resultados positivos de vírus respiratórios e óbitos

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos como resultado positivo para vírus respiratórios foi de influenza A (17,5%), influenza B (6,6%), vírus sincicial respiratório (40,3%), e COVID-19 (22,8%).

Entre os óbitos, a presença desses mesmos vírus entre os positivos foi de: influenza A (24,7%), influenza B (8,4%), vírus sincicial respiratório (9,3%), e COVID-19 (51,6%).