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Publicado el 8 de octubre de 2023

InfoGripe alerta para aumento da COVID-19 em vários estados

Dados destacaram a importância da vacinação

Divulgado nesta sexta-feira (6/10), o novo Boletim InfoGripe da Fiocruz apontou o aumento, em todo o Brasil, de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas tendências de longo prazo (últimas seis semanas) e de curto prazo (últimas três semanas). A análise destacou também o aumento do número de unidades federativas com casos de SRAG associados à COVID-19. Por outro lado, o atual quadro mostrou ainda que as ocorrências de influenza A e do Vírus Sincicial Respiratório (VSR) mantém estabilidade ou queda na maioria dos estados; e os casos de rinovírus dão sinais de queda após terem apresentado aumento no mês de agosto. Com relação as faixas etárias, o cenário aponta interrupção do crescimento de SRAG na que havia sofrido maior impacto: crianças e adolescentes de dois a 15 anos. O estudo é referente à Semana Epidemiológica (SE) 39, período de 24 a 30 de setembro.

Segundo a atualização, sete estados apresentaram sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo: Maranhão, Pernambuco, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Nos dois primeiros, o aumento se concentrou nas crianças. No restante, esse quadro foi observado nas faixas etárias da população adulta decorrente do SARS-CoV-2 (COVID-19). No Distrito Federal e Santa Catarina, também se verificou aumento de SRAG, decorrente da COVID-19, na população de idade avançada. Os estados do Amazonas e de Goiás apresentaram indícios de aumento da presença do vírus nos casos de SRAG na faixa etária a partir de 65 anos.

Coordenador do InfoGripe, o pesquisador Marcelo Gomes mostra preocupação com o aumento de SRAG associado à COVID-19. "A gente já tinha o sinal no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Goiás também. Agora, a gente já observa esse sinal também em Minas Gerais, nos estados da região Sul e no Distrito Federal. Então, temos agora um volume maior, um território mais amplo do nosso país com essa situação, com esse cenário de crescimento nas novas internações associadas ao vírus, especialmente na população de idade mais avançada".

Diante do atual quadro, Gomes ressaltou mais uma vez a importância da população "estar em dia" com a vacina contra a COVID-19. Ele destacou que a vacinação é "extremamente fundamental", especialmente nesse momento em que se verifica a retomada do aumento de casos da COVID-19 em vários estados do país. "Embora no Norte e Nordeste, de uma maneira geral, ainda não observe esse cenário, fica o alerta. Assim como está avançando em outras regiões, mais cedo ou mais tarde também pode começar a ser observado no Norte e Nordeste. Até porque no estado do Amazonas, por exemplo, a gente vê um leve sinal que pode apontar já nessa direção", afirma.

O pesquisador alerta que a perspectiva é de que, nas próximas semanas, o indício de crescimento no Amazonas já seja verificado em outros estado das regiões Norte e Nordeste. "Infelizmente, nas próximas semanas, no próximo mês, talvez esse quadro possa estar também começando a ser observado em outros estados dessas regiões".

Capitais

Entre as capitais, oito apresentam crescimento: Belo Horizonte (MG), plano piloto e arredores de Brasília (DF), Campo Grande (MS), Palmas (TO), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), São Luís (MA) e São Paulo (SP). Em Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo se observa aumento principalmente na população de idade avançada. Em Campo Grande, Rio Branco, Palmas e São Luís o sinal ainda é compatível com a oscilação.

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos como resultado positivo para vírus respiratórios foi de 1,4% para influenza A; 0,8% para influenza B; 9,3% para VSR; e 48% para Sars-CoV-2. Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos foi de 0,8% para influenza A; 1,5% para influenza B; 0,8% para VSR; e 84,2% para Sars-CoV-2.

Referente ao ano epidemiológico 2023, já foram notificados 142.055 casos de SRAG, sendo 54.938 (38,7%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 71.657 (50,4%) negativos, e ao menos 7.914 (5,6%) aguardando resultado laboratorial. Dados de positividade para semanas recentes estão sujeitos a grandes alterações em atualizações seguintes por conta do fluxo de notificação de casos e inserção do resultado laboratorial associado.

Dentre os casos positivos do ano corrente, 8,3% são influenza A, 4,4% influenza B, 37,6% VSR, e 30,6% SARS-CoV-2 (COVID-19) Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de 1,4% para influenza A, 0,8% para influenza B, 9,3% para VSR, e 48% para SARS-CoV-2.