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Publicado el 5 de mayo de 2024

Calamidade pública

Indicações de quimioprofilaxia na leptospirose

Nota técnica conjunta da Sociedade Brasileira de Infectologia, Sociedade Gaúcha de Infectologia e Secretaria da Saúde do Estado do Rio Grande do Sul em vista das chuvas do Rio Grande do Sul

A leptospirose é uma doença infecciosa causada pela bactéria do gênero Leptospira, comumente adquirida através do contato com água ou solo contaminados pela urina de animais infectados. Após eventos como enchentes, há um aumento do risco de transmissão.

A quimioprofilaxia recomenda a não utilização de antimicrobianos profiláticos como conduta de rotina, no entanto, em situações de alto risco pode ser indicada, conforme orientação da Organização Mundial da Saúde de 2003.

Sendo assim, as Sociedade Brasileira de Infectologia, Sociedade Gaúcha de Infectologia e Secretaria da Saúde do Estado do Rio Grande do Sul lançaram uma nota oficial com objetivo de recomendar quem deve ser considerado elegível para o uso de quimioprofilaxia:

  • Equipes de socorristas de resgate e voluntários com exposição prolongada a água de enchente, nos quais os equipamentos de proteção individual não são capazes de prevenir a exposição;
  • Pessoas expostas à água (ingerir ou transitar) de enchente por período prolongado com avaliação médica criteriosa do risco dessa exposição.

Como realizar a quimioprofilaxia:

  • Doxiciclina – Indicação principal

Adultos: 200 mg por via oral, em dose única para pessoas em pós exposição de alto risco ou 1 vez por semana enquanto ocorrer a exposição (resgate/socorristas).
Crianças: 4 mg/kg por via oral, em dose única para crianças em pós exposição de alto risco. Dose máxima de 200 mg.
O seu uso não é recomendado a gestantes e lactantes.

  • Azitromicina – Indicação alternativa

Adultos: 500 mg por via oral, em dose única para pessoas em pós exposição de alto risco ou 1 vez por semana enquanto ocorrer a exposição (resgate/socorristas).
Crianças: 10 mg/kg por via oral, em dose única para crianças em pós exposição de alto risco. Dose máxima de 500 mg.

É importante ressaltar que mesmo com o uso da quimioprofilaxia, a pessoa ainda pode adquirir a doença, pois não é 100% eficaz.