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/ Published on November 22, 2024

Novo método

IA para detectar doenças potenciais

Um modelo de IA pode identificar doenças mais rápido e melhor do que os humanos

Author: Zaske, S. (2024)

Fuente: Medical Xpress AI method can spot potential disease faster, better than humans

O diagnóstico médico tradicionalmente é um processo demorado, especialmente para patologistas humanos. A análise de doenças exige, frequentemente, um trabalho meticuloso de equipes especializadas, que examinam lâminas de tecidos com microscópios. Esse procedimento inclui revisões cruzadas entre profissionais para minimizar erros humanos. Estudos em epigenética, por exemplo, que investigam alterações nos processos moleculares que modulam o comportamento dos genes sem modificar o DNA, podem levar anos para serem concluídos, especialmente quando se trata de projetos de grande porte.

Nesse contexto, Skinner e colaboradores (2024) apresentaram uma inovação significativa ao treinar um modelo de inteligência artificial (IA) de aprendizado profundo, desenvolvido na Universidade Estadual de Washington, para identificar patologias em imagens de tecidos animais e humanos de maneira mais rápida e precisa. Essa abordagem, detalhada na revista Scientific Reports, tem o potencial de acelerar drasticamente a pesquisa em doenças, incluindo diagnósticos médicos mais ágeis. Por exemplo, a detecção de câncer, que tradicionalmente demanda horas de análise manual, pode ser realizada em minutos com o uso da IA.

O modelo foi treinado utilizando imagens de estudos epigenéticos prévios conduzidos pelo laboratório de Skinner, que identificaram sinais de doenças em nível molecular em tecidos renais, testiculares, ovarianos e prostáticos de ratos e camundongos. Posteriormente, o desempenho do modelo foi testado com imagens provenientes de outros estudos, como aqueles relacionados ao câncer de mama e à metástase em linfonodos. Os resultados demonstraram que o modelo de IA não apenas identificou patologias com alta precisão, mas também superou significativamente a velocidade de métodos já disponíveis.

O modelo, denominado Deep Learning, é uma forma avançada de inteligência artificial que busca simular o funcionamento do cérebro humano. Ele utiliza uma rede neural composta por "neurônios" e "sinapses", ajustando seus parâmetros automaticamente por meio de um processo conhecido como backpropagation. Quando o sistema comete um erro, ele "aprende" corrigindo-se de maneira iterativa, aprimorando sua capacidade de análise e minimizando a reincidência de falhas.

Com esse trabalho, os autores reforçaram o potencial do modelo de aprendizado profundo para revolucionar pesquisas e diagnósticos, especialmente em áreas como oncologia e doenças relacionadas à genética. À medida que mais dados forem disponibilizados, o modelo poderá ser treinado para realizar análises ainda mais complexas, oferecendo ferramentas promissoras para o avanço da medicina de precisão.