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/ Publicado el 1 de marzo de 2021

Coorte britânica

Fraturas na prática de exercícios: há perigo para o diabético tipo 2?

Estudo de coorte realizado em centros de atenção primária trazem novas evidências sobre a pré-disposição ao risco de fraturas em pacientes diabéticos

Autor/a: Gabrielle S. Davie, Kingshuk Pal, Elizabeth Orton, Edward G. Tyrrell and Irene Petersen

Fuente: Incident Type 2 Diabetes and Risk of Fracture: A Comparative Cohort Analysis Using U.K. Primary Care Records

É conhecido que a diabetes é um dos maiores riscos de morbimortalidade do século XXI. Afetando mais de 450 milhões de pessoas ao redor do mundo, diversos estudos têm evidenciado que indivíduos com diabetes tipo 2 (DT2) apresentam maior risco de fraturas com números que variam de 20% mais chances até o triplo de probabilidade. Considerando-se que a diabete também é conhecida como fator de risco e indicador de piores prognósticos em pacientes que tenham lesões traumáticas, a comunidade científica se mobilizou em torno do assunto.

Nesse sentido, Gabrielle Davie comandou uma equipe de pesquisadores que realizou um estudo de coorte para estimar os riscos de fratura em pacientes diagnosticados com diabetes tipo 2 quando comparados a indivíduos não-diabéticos.

Foram utilizados dados das unidades de atendimento primário do Reino Unido, coletados da Health Improvement Network. Apenas adultos com mais de 35 anos que tenham sido diagnosticados com diabetes tipo 2 entre 2004 e 2013 foram inseridos na análise, bem como fraturas ocorridas até 2019. Diversos modelos variáveis foram responsáveis por medir a estimativa do tempo entre o diagnóstico de diabetes e a primeira fratura, e as taxas de prevalência/ano foram feitas ao incluir ao menos uma fratura em um ano determinado.No total, 174.244 diabéticos e 747.290 não-diabéticos foram inseridos na análise.

Após a investigação, notou-se que não houve aumento do risco de fratura em homens diabéticos (razão de risco 0,97, IC 95% 0,94 – 1,00) e leve redução de risco entre mulheres (razão de risco 0,94, IC 95% 0,92 – 0,96).

Em pacientes com 85 anos ou mais, os diagnosticados com diabetes apresentaram risco menor de incidência de fraturas (homens RR 0,85, IC 95% 0,71 – 1,00; mulheres RR 0,85, IC 95% 0,78 – 0,94). Indivíduos domiciliados em áreas carentes apresentaram RR de 0,90 (IC 95% 0,83 – 0,98) para homens, e 0,91 (IC 95% 0,85 – 0,97) para mulheres. As prevalências anuais foram similares entre os grupos diabético e não diabético.

Abaixo, as descobertas principais do estudo:

  • Não houve observação de aumento do risco de fratura em homens com DT2 e uma pequena diminuição do risco foi observada em mulheres com DT2.
  • Naqueles com idade ≥85 anos, indivíduos com DT2 tinham um risco significativamente reduzido de fratura incidente do que aqueles sem DT2.
  • Para aqueles nas áreas mais carentes, os com DT2 tinham um menor risco de fratura do que aqueles sem DT2.
  • Homens com sobrepeso com DT2 comparados àqueles sem demonstraram menor risco de fratura (RR 0,91; IC 95% 0,86-0,96).
  • Da mesma forma, o risco de fratura foi menor em mulheres obesas (classe I ou II) com DT2 versus aquelas sem (aHR, 0,91; IC 95%, 0,87-0,95).
  • As taxas anuais de prevalência de fratura, por sexo, foram equivalentes para aqueles com e sem DT2.

Com essas análises, portanto, os pesquisadores afirmam que os dados da prática clínica não corroboraram as evidências previamente disponibilizadas na literatura, que demonstraram um maior risco de fratura após o diagnóstico de diabetes tipo 2.

Dessa forma, após o diagnóstico de diabetes tipo 2, deve-se encorajar os pacientes a realizar mudanças no estilo de vida, principalmente incluindo a prática de atividades físicas que promovam a melhora da saúde óssea e metabólica.


Imagem: Freepik.com