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/ Publicado el 22 de junio de 2025

Atualização da prática clínica

Federação Brasileira de Gastroenterologia publica novo guia sobre SIBO

Novo documento reuniu diretrizes atualizadas para diagnóstico e tratamento da supercrescimento bacteriano do intestino delgado.

A Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG) publicou, em 2025, um guia oficial e atualizado sobre o manejo clínico do supercrescimento bacteriano do intestino delgado (SIBO), condição caracterizada por um excesso anormal de bactérias que altera a microbiota intestinal e prejudica a função digestiva. O documento destacou a importância de padronizar os protocolos de diagnóstico e tratamento, dada a escassez de dados epidemiológicos e as diferenças existentes na prática clínica brasileira.

Sabe-se que a fisiopatologia do SIBO envolve a fermentação inadequada de carboidratos e a produção de gases, com fatores de risco que incluem distúrbios na motilidade gastrointestinal, uso de inibidores de bomba de prótons, alterações estruturais e condições como diabetes e doença de Crohn. O diagnóstico ainda é desafiador, exigindo o uso de testes respiratórios que avaliam a produção de hidrogênio e metano, embora a cultura do aspirado intestinal seja considerada padrão-ouro, apesar de sua limitada aplicabilidade.

O documento também abordou considerações especiais para áreas com recursos limitados, sugerindo o início terapêutico com antibióticos, mesmo sem confirmação laboratorial, com monitoramento cuidadoso. Para os casos recorrentes o guia recomendou reavaliação e estratégias terapêuticas individualizadas. Destacou-se ainda a abordagem de dietas específicas, o uso cauteloso de probióticos e a recente definição de supercrescimento de metanogênicos intestinais, com tratamentos combinados como neomicina e rifaximina.

Em síntese, a FBG enfatizou que, para otimizar o manejo do SIBO, é fundamental superar os desafios diagnósticos e adotar protocolos terapêuticos padronizados. A rifaximina permanece como tratamento de primeira linha, enquanto a escolha de antibióticos sistêmicos deve ser individualizada. O guia também reforçou a necessidade de avanços em pesquisas e da implementação de estratégias que garantam um cuidado de qualidade, sobretudo em áreas com acesso restrito a diagnósticos especializados.

Esta atualização representa um avanço significativo para a gastroenterologia no Brasil, oferecendo diretrizes claras que poderão aprimorar o diagnóstico e o tratamento do SIBO, beneficiando a prática clínica e a saúde dos pacientes.