A Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos aprovou a ampliação da indicação da terapia gênica Casgevy (exagamglogene autotemcel) para crianças a partir de 2 anos com doença falciforme e crises vaso-oclusivas recorrentes ou talassemia beta dependente de transfusões. Trata-se da primeira terapia gênica aprovada para pacientes tão jovens com doença falciforme.
O Casgevy já era autorizado para uso em pacientes com 12 anos ou mais. A terapia utiliza células-tronco do próprio paciente, que são geneticamente modificadas por meio da tecnologia de edição genética CRISPR/Cas9 e posteriormente reinfundidas após condicionamento mieloablativo.
Na doença falciforme, o tratamento aumenta a produção de hemoglobina fetal, reduzindo a formação das hemácias em formato de foice e prevenindo crises vaso-oclusivas. Já na talassemia beta dependente de transfusão, a terapia pode restaurar níveis adequados de hemoglobina, reduzindo ou eliminando a necessidade de transfusões regulares.
A decisão foi baseada em estudos clínicos envolvendo crianças de 5 a 11 anos. Entre os pacientes com doença falciforme avaliáveis para eficácia, todos permaneceram sem crises vaso-oclusivas graves por pelo menos 12 meses consecutivos após o tratamento. Em pacientes com talassemia beta, a maioria alcançou independência transfusional por pelo menos um ano.
Especialistas destacaram que a intervenção precoce pode reduzir o risco de danos orgânicos permanentes e melhorar os desfechos de longo prazo dessas doenças hematológicas hereditárias.
Os eventos adversos mais frequentes incluíram mucosite, neutropenia febril e diminuição do apetite. A bula também alerta para riscos relacionados ao enxerto e à possibilidade de edições genéticas fora do alvo, inerentes à tecnologia CRISPR.
A aprovação recebeu designações regulatórias especiais da FDA, incluindo Medicamento Órfão, Fast Track e Terapia Avançada de Medicina Regenerativa (RMAT), refletindo o potencial inovador da estratégia terapêutica para doenças com alta necessidade médica não atendida.
Published on July 9, 2026
Doença falciforme
FDA amplia aprovação de terapia gênica para crianças pequenas com doença falciforme e talassemia beta
O medicamento Casgevy utiliza edição genética CRISPR/Cas9 e pode reduzir crises vaso-oclusivas e a necessidade de transfusões.
Fuente: Food and Drug Administration (FDA) FDA aprova primeira terapia gênica para crianças pequenas com doença falciforme
A Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos aprovou a ampliação da indicação da terapia gênica Casgevy (exagamglogene autotemcel) para crianças a partir de 2 anos com doença falciforme e crises vaso-oclusivas recorrentes ou talassemia beta dependente de transfusões. Trata-se da primeira terapia gênica aprovada para pacientes tão jovens com doença falciforme.
O Casgevy já era autorizado para uso em pacientes com 12 anos ou mais. A terapia utiliza células-tronco do próprio paciente, que são geneticamente modificadas por meio da tecnologia de edição genética CRISPR/Cas9 e posteriormente reinfundidas após condicionamento mieloablativo.
Na doença falciforme, o tratamento aumenta a produção de hemoglobina fetal, reduzindo a formação das hemácias em formato de foice e prevenindo crises vaso-oclusivas. Já na talassemia beta dependente de transfusão, a terapia pode restaurar níveis adequados de hemoglobina, reduzindo ou eliminando a necessidade de transfusões regulares.
A decisão foi baseada em estudos clínicos envolvendo crianças de 5 a 11 anos. Entre os pacientes com doença falciforme avaliáveis para eficácia, todos permaneceram sem crises vaso-oclusivas graves por pelo menos 12 meses consecutivos após o tratamento. Em pacientes com talassemia beta, a maioria alcançou independência transfusional por pelo menos um ano.
Especialistas destacaram que a intervenção precoce pode reduzir o risco de danos orgânicos permanentes e melhorar os desfechos de longo prazo dessas doenças hematológicas hereditárias.
Os eventos adversos mais frequentes incluíram mucosite, neutropenia febril e diminuição do apetite. A bula também alerta para riscos relacionados ao enxerto e à possibilidade de edições genéticas fora do alvo, inerentes à tecnologia CRISPR.
A aprovação recebeu designações regulatórias especiais da FDA, incluindo Medicamento Órfão, Fast Track e Terapia Avançada de Medicina Regenerativa (RMAT), refletindo o potencial inovador da estratégia terapêutica para doenças com alta necessidade médica não atendida.