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/ Publicado el 16 de septiembre de 2024

Revisão sistemática

Exercício físico: solução natural e eficaz contra a depressão?

Efeito da atividade esportiva sobre a depressão

Os transtornos de humor afetam uma parcela significativa da população mundial e, frequentemente, estão associados com "gatilhos" para o desenvolvimento de diversas doenças cardiovasculares. Os tratamentos convencionais, como a psicoterapia e a farmacoterapia, embora eficazes, muitas vezes enfrentam dificuldades de adesão, comprometendo os resultados esperados. Nesse contexto, o exercício físico surge como uma alternativa ou complemento eficaz, proporcionando não apenas melhorias significativas na saúde física, mas também benefícios cognitivos e emocionais, potencializando os resultados do tratamento.

Com o objetivo de identificar a dose e a modalidade do exercício mais adequado ao tratamento do transtorno depressivo maior em comparação com psicoterapia, antidepressivos e outras condições de controle, Noetel e colaboradores (2024) realizaram uma revisão sistemática e metanálise. Foram incluídos 218 estudos com 14.170 participantes, avaliando modalidades de exercícios como caminhada ou corrida, ioga, treinamento de força, exercícios aeróbicos mistos e tai-chi ou qigong.

Nos resultados, foram demonstradas reduções moderadas na depressão para todas essas atividades, sendo proporcionais à intensidade do exercício prescrito. O treino de força, caminhada ou corrida e ioga demonstraram ser as modalidades mais aceitáveis, e a análise sugeriu que o exercício é tão eficaz como a psicoterapia e a farmacoterapia para pessoas com e sem comorbilidades, bem como em diferentes níveis de depressão inicial. A revisão destacou a importância de considerar o exercício físico juntamente com a psicoterapia e os antidepressivos como tratamentos primários para a depressão.

Sendo assim, ampliam-se as evidências de que o exercício físico é um tratamento eficaz para a depressão, com resultados similares às terapias psicológicas e farmacológicas e deve ser considerado como principal opção de tratamento, adaptando a modalidade e a intensidade às características pessoais dos pacientes para otimizar os resultados.