A esteato-hepatite não alcoólica (NASH) é um subtipo inflamatório da doença hepática gordurosa não alcoólica (NAFLD) que afeta cerca de 3% a 6% da população norte-americana. A NASH é uma condição intrinsecamente associada à obesidade, dislipidemia, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica, com alto risco de progressão para cirrose (em cerca de 20% dos casos) e está associada a taxas elevadas de mortalidade específica por doenças hepáticas
Apesar da sua relevância clínica e associação com o desenvolvimento de cirrose, ainda não existem terapias disponíveis aprovadas pela Food and Drug Administration. Atualmente, a principal alternativa terapêutica baseia-se na modificação do estilo de vida, incluindo mudanças na dieta combinada à exercícios e a perda de peso. Dependendo do paciente, recomenda-se a cirurgia bariátrica com o objetivo de atingir e manter o grau de perda de peso necessário para os resultados terapêuticos.
Acredita-se que 20% dos pacientes com NASH desenvolverão cirrose e estima-se que NASH se torne a principal indicação para transplantes de fígado na América do Norte. Sabe-se que a taxa de mortalidade entre os pacientes com NASH é significativamente superior que a da população geral ou pacientes sem este subtipo inflamatório de NAFLD, com taxa de mortalidade anual por todas as causas de 25,56 por 1000 pessoas/ano e uma taxa de mortalidade específica do fígado de 11,77 por 1000 pessoas/ano.
Neste contexto, a identificação precoce e o tratamento direcionado de pacientes com esteato-hepatite não alcoólica são importantes para que se obtenha os resultados positivos nos pacientes. Orienta-se a modificação intensiva do estilo de vida a fim de promover a perda de peso para o controle da obesidade e doença metabólica.
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