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/ Publicado el 13 de noviembre de 2025

Diretriz

Entenda o que mudou na diretriz de 2025 sobre hipertensão arterial

Uma análise das principais mudanças nas recomendações da AHA/ACC para o manejo da pressão alta em adultos, com destaque para intervenções terapêuticas, metas de controle e integração do risco cardiovascular.

Autor/a: Gulati, M. et al.

Fuente: JACC. null2025, 0 (0) 2025 High Blood Pressure Guideline-at-a-Glance

A diretriz de 2025 da AHA/ACC e sociedades parceiras representa uma atualização importante para prevenção, detecção, avaliação e manejo da pressão alta em adultos, substituindo a versão de 2017. O documento enfatizou a pressão arterial como o fator de risco mais prevalente e modificável para doenças cardiovasculares, com meta universal de tratamento estabelecida em <130/80 mmHg. A nova diretriz incorporou a ferramenta PREVENT para estimativa de risco cardiovascular, permitindo decisões terapêuticas mais individualizadas.

→ Classificação da pressão arterial

  • Normal: <120/<80 mmHg
  • Elevada: 120–129/<80 mmHg 
  • Hipertensão Estágio 1: 130–139/80–89 mmHg 
  • Hipertensão Estágio 2: ≥140/≥90 mmHg  

Entre as principais mudanças, destacaram-se a recomendação de iniciar tratamento farmacológico em todos os adultos com pressão arterial ≥140/90 mmHg, independentemente do risco, e em pacientes com PA ≥130/80 mmHg que apresentem doença cardiovascular clínica, diabetes, doença renal crônica ou risco ≥7,5%. Para indivíduos com risco <7,5%, recomenda-se um período de 3 a 6 meses de intervenção no estilo de vida antes da introdução de medicamentos.

As intervenções não farmacológicas foram ampliadas e detalhadas, incluindo perda de peso ≥5%, dieta DASH ou Mediterrânea, redução de sódio (<2.300 mg/dia, ideal <1.500 mg/dia), aumento de potássio (preferencialmente via dieta), atividade física estruturada, redução ou abstinência de álcool e técnicas de manejo do estresse como meditação e yoga.

A diretriz também reforçou a preferência por combinações de dose fixa em comprimido único para hipertensão estágio 2, e recomendou o monitoramento domiciliar da pressão arterial com protocolos padronizados. Dispositivos sem manguito, como smartwatches, não devem ser utilizados até que sua precisão seja comprovada.

Em comparação com a diretriz europeia (ESC 2024), a diretriz americana é mais agressiva na integração do risco cardiovascular e na recomendação precoce de medicamentos. Ambas compartilham metas semelhantes de pressão arterial e estratégias de estilo de vida, mas divergem na abordagem inicial ao tratamento em pacientes de baixo risco.

Tabela 1. Comparação entre as diretrizes de 2017 e 2025. Adaptada de Gulati e colaboradores (2025).

Em resumo, a nova diretriz reafirmou a importância do controle rigoroso da pressão arterial como estratégia central na prevenção cardiovascular. Ao atualizar metas, incorporar ferramentas de estratificação de risco e detalhar intervenções, o documento ofereceu uma abordagem mais integrada e personalizada ao manejo da hipertensão, com potencial para melhorar a adesão, o monitoramento e os desfechos cardiovasculares.