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/ Publicado el 4 de agosto de 2022

Revisão

É possível desacelerar o envelhecimento?

Desde os primórdios, a vida eterna sempre foi um objetivo da população.

Desde os primórdios da população, a vida eterna sempre foi buscada. Em 2000 a.C., um rei narrava a descoberta de uma planta que concedia imortalidade a quem ingerisse. Na mitologia grega, Eos se apaixonou pelo mortal Titono e pediu a Zeus a eternidade pro seu amado, para que ficassem juntos para sempre. No entanto, ela esqueceu de solicitar a mocidade permanente. No século XVI, o conquistador espanhol Juan Ponce de León navegou pelos mundos em sucessivas expedições em busca da fonte da juventude.

No entanto, envelhecer é algo natural e inevitável, o destino de todos nós. Porém, atualmente, existem diversas pesquisas que tentam desacelerar o processo. Nos últimos anos, diversas pesquisas investigaram o processo de envelhecer.

Atualmente, sabe-se que o envelhecimento do organismo como um todo se relaciona com o fato das células somáticas do corpo começarem a morrer e não serem substituídas por novas, como acontece na juventude. Isso está ligado, entre outros fenômenos, ao envelhecimento celular. Fisiologicamente está associado à perda de tecido fibroso, à taxa mais lenta de renovação celular e à redução da rede vascular e glandular. A função de barreira que mantém a hidratação celular também fica prejudicada. Dependendo da genética e do estilo de vida, as funções fisiológicas normais da pele podem diminuir em 50% até a meia-idade. Como a pele é o órgão que mais reflete os efeitos da passagem do tempo, sua saúde e sua aparência estão diretamente relacionadas aos hábitos alimentares e ao estilo de vida escolhido. A radiação ultravioleta, o excesso de consumo de álcool, o abuso de tabaco e a poluição ambiental, entre outros, são fatores que “aceleram” o trabalho do relógio biológico provocando o envelhecimento precoce. Além disso, o aumento do peso corporal e dos níveis de açúcar no sangue também colabora para a pele envelhecer antes do tempo.

Dois estudos promissores estão em evidência para descobrirem como é possível desacelerar esse processo. O primeiro, desenvolvido em Harvard, envolveu a proteína GDF11. Eles investigaram quais efeitos resultariam se transferissem sangue de uma cobaia jovem a um animal velho e descobriram que o coração acabou rejuvenescido. Após mais pesquisas, descobriram que essa proteína foi responsável pelo feito.

O segundo, um estudo desenvolvido no Brasil, relatou o efeito da taurina na redução do envelhecimento precoce. O composto demonstrou auxiliar as células a se livrar de moléculas nocivas que podem levá-las ao estresse oxidativo, que é geralmente associado a danos prematuros do organismo. O estudo randomizou aleatoriamente 24 participantes, no qual 12 receberam a substância e 12 o placebo e descobriu que os que tomaram a taurina apresentaram concentrações maiores de substâncias que auxiliam o processo de limpeza das células.

Além disso, alguns estudos investigaram o papel da flora intestinal no envelhecimento. Embora sejam recentes, estudos indicaram que mudanças ocorridas na microbiota podem estar associadas a um envelhecimento saudável. O problema é que com os atuais padrões de alimentação da população, com comidas ricas em gorduras e alimentos processados, combinados com o sedentarismo modificam a microbiota e contribuem para o envelhecimento.

Ainda relacionado ao exercício físico, uma pesquisa internacional descobriu que longas estadias nas estações espaciais causam o desgaste precoce de parte do esqueleto devido a falta de atividade física na viagem.