A menopausa é um fenômeno universal marcado pela queda do estrogênio e ocorre, em média, aos 52 anos, podendo causar sintomas como ondas de calor, distúrbios do sono, alterações de humor e problemas sexuais, que impactam significativamente a qualidade de vida e a produtividade.
Apesar de mais de 80% das mulheres apresentarem sintomas, muitas não buscam atendimento médico devido à falta de informação, receios sobre a segurança da terapia hormonal e constrangimento em discutir o tema.
Apesar dessas hipóteses, ainda faltam estudos de grande porte que investiguem de forma abrangente as razões para a não busca por tratamento. Com base nisso, Kapoor e colaboradores (2025) avaliaram o impacto dos sintomas da menopausa e identificaram possíveis barreiras à busca por tratamento entre mulheres de meia-idade atendidas em um centro médico terciário nos Estados Unidos (EUA).
O estudo transversal foi baseado em um questionário aplicado a mulheres de 45 a 60 anos cadastradas em unidades de atenção primária da Mayo Clinic entre março e junho de 2021. As participantes responderam sobre seus sintomas da menopausa, impacto na vida pessoal e profissional, uso de tratamentos e percepções sobre o cuidado recebido. A intensidade dos sintomas foi avaliada pela Menopause Rating Scale (MRS), e também foram investigadas as razões para não buscar atendimento.
Dos 32.469 questionários enviados, 4.914 mulheres responderam, com idade média de 54,1 anos e índice de massa muscular (IMC) de 29,4 kg/m². Cerca de 34% apresentaram sintomas moderados a graves, com mediana da MRS de 12. Os sintomas mais frequentes foram :distúrbios do sono (54,9%), ganho de peso (51,7%), disfunções sexuais (43,1%), fadiga (40,1%), dores musculares e articulares (37,1%) e fogachos (36,9%).
A maioria das participantes relatou confiança e conforto em buscar orientação com profissionais de saúde; no entanto, cerca de um quarto relatou falhas no cuidado, como ausência de avaliação completa, explicações insuficientes e pouca participação nas decisões. Aproximadamente 23,8% mostraram insatisfação com o atendimento, embora 43,9% relataram melhora dos sintomas após consulta.
Apesar da carga significativa de sintomas, cerca de cerca de 84% das mulheres não procuraram atendimento, com a maioria não realizando nenhuma consulta no último ano. Os principais motivos incluíram preferência por manejo natural (65%), falta de tempo (36,5%), desconhecimento de opções terapêuticas (21,5%) e constrangimento (17,8%).
Apenas 27,6% das participantes estavam em tratamento. Entre essas, cerca de 40% utilizavam terapia hormonal sistêmica, 24% terapia vaginal, e 51,1% opções não hormonais, como antidepressivos, gabapentina e terapias complementares.
Em resumo, o estudo mostrou que os sintomas da menopausa são frequentes e impactantes, mas a maioria das mulheres não busca atendimento, principalmente por falta de tempo ou por desconhecimento sobre opções de tratamento eficazes. Os autores destacaram a importância de educar tanto as mulheres quanto os profissionais de saúde sobre os sintomas relacionados à menopausa e a disponibilidade de terapias seguras e eficazes, incluindo a terapia hormonal. Além disso, reforçaram a necessidade de estratégias para melhor identificar mulheres com sintomas relevantes, permitindo orientação e cuidado adequados.
Fonte: Addressing Menopause Symptoms - Mayo Clinic Proceedings
Publicado el 31 de mayo de 2026
Menopausa
Desafios no manejo dos sintomas da menopausa
Avaliação da intensidade dos sintomas, uso de terapias e fatores que dificultam o acesso ao tratamento adequado na menopausa.
Autor/a: Kapoor, E. et al.
Fuente: Mayo Clinic Proceedings, 100, 1897-1907
A menopausa é um fenômeno universal marcado pela queda do estrogênio e ocorre, em média, aos 52 anos, podendo causar sintomas como ondas de calor, distúrbios do sono, alterações de humor e problemas sexuais, que impactam significativamente a qualidade de vida e a produtividade.
Apesar de mais de 80% das mulheres apresentarem sintomas, muitas não buscam atendimento médico devido à falta de informação, receios sobre a segurança da terapia hormonal e constrangimento em discutir o tema.
Apesar dessas hipóteses, ainda faltam estudos de grande porte que investiguem de forma abrangente as razões para a não busca por tratamento. Com base nisso, Kapoor e colaboradores (2025) avaliaram o impacto dos sintomas da menopausa e identificaram possíveis barreiras à busca por tratamento entre mulheres de meia-idade atendidas em um centro médico terciário nos Estados Unidos (EUA).
O estudo transversal foi baseado em um questionário aplicado a mulheres de 45 a 60 anos cadastradas em unidades de atenção primária da Mayo Clinic entre março e junho de 2021. As participantes responderam sobre seus sintomas da menopausa, impacto na vida pessoal e profissional, uso de tratamentos e percepções sobre o cuidado recebido. A intensidade dos sintomas foi avaliada pela Menopause Rating Scale (MRS), e também foram investigadas as razões para não buscar atendimento.
Dos 32.469 questionários enviados, 4.914 mulheres responderam, com idade média de 54,1 anos e índice de massa muscular (IMC) de 29,4 kg/m². Cerca de 34% apresentaram sintomas moderados a graves, com mediana da MRS de 12. Os sintomas mais frequentes foram :distúrbios do sono (54,9%), ganho de peso (51,7%), disfunções sexuais (43,1%), fadiga (40,1%), dores musculares e articulares (37,1%) e fogachos (36,9%).
A maioria das participantes relatou confiança e conforto em buscar orientação com profissionais de saúde; no entanto, cerca de um quarto relatou falhas no cuidado, como ausência de avaliação completa, explicações insuficientes e pouca participação nas decisões. Aproximadamente 23,8% mostraram insatisfação com o atendimento, embora 43,9% relataram melhora dos sintomas após consulta.
Apesar da carga significativa de sintomas, cerca de cerca de 84% das mulheres não procuraram atendimento, com a maioria não realizando nenhuma consulta no último ano. Os principais motivos incluíram preferência por manejo natural (65%), falta de tempo (36,5%), desconhecimento de opções terapêuticas (21,5%) e constrangimento (17,8%).
Apenas 27,6% das participantes estavam em tratamento. Entre essas, cerca de 40% utilizavam terapia hormonal sistêmica, 24% terapia vaginal, e 51,1% opções não hormonais, como antidepressivos, gabapentina e terapias complementares.
Em resumo, o estudo mostrou que os sintomas da menopausa são frequentes e impactantes, mas a maioria das mulheres não busca atendimento, principalmente por falta de tempo ou por desconhecimento sobre opções de tratamento eficazes. Os autores destacaram a importância de educar tanto as mulheres quanto os profissionais de saúde sobre os sintomas relacionados à menopausa e a disponibilidade de terapias seguras e eficazes, incluindo a terapia hormonal. Além disso, reforçaram a necessidade de estratégias para melhor identificar mulheres com sintomas relevantes, permitindo orientação e cuidado adequados.
Fonte: Addressing Menopause Symptoms - Mayo Clinic Proceedings