Noticias médicas

/ Publicado el 6 de septiembre de 2023

Desigualdade na saúde

Crianças de famílias pobres têm menos acesso a vacinação, mostram pesquisas

Estudo aponta que maioria dos menores não vacinados vivem em áreas rurais remotas, favelas e regiões de conflito; no Brasil, as regiões Norte e Nordeste são as mais afetadas

A pobreza impacta profundamente a possibilidade de acesso de uma criança às vacinas. A afirmação consta no relatório Situação Mundial da Infância 2023: para cada criança, vacinação, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). Segundo a publicação, uma em cada cinco crianças de famílias pobres não receberam nenhuma dose da vacina tríplice bacteriana; enquanto entre as mais ricas, a proporção aumenta de uma para 20.

Capaz de proteger contra a difteria, o tétano e a coqueluche, o imunizante é um dos primeiros a ser aplicado, uma vez que a orientação é iniciar o esquema vacinal aos dois meses de vida. Porém, entre os anos de 2019 e 2021, 47 milhões de meninos e meninas espalhados por todo o mundo não receberam a primeira dose do imunizante. Desse total, cerca de 40 milhões de crianças concentram-se em apenas 20 países – entre eles o Brasil, que com quase 30% da sua população infantil não vacinada ocupa a 12ª posição do ranking.

De acordo com o estudo, a maioria dos pequenos que não foram imunizados vivem em áreas rurais remotas e regiões de conflito, onde os serviços de saúde são mais escassos e as famílias moram longe das unidades de saúde, além de favelas urbanas, onde os sistemas de saúde muitas vezes são mal equipados e a acessibilidade é um desafio.

Outra questão costuma ser os pais e cuidadores que, muitas vezes, não conseguem se ausentar do trabalho e arcar com os custos necessários para chegar às unidades de saúde. Problemas na cadeia de suprimentos, escassez de profissionais de saúde e falta de eletricidade, água e saneamento básico também são barreiras significativas a serem superadas para garantir a disponibilidade de vacinas à população mais vulnerável.

Realidade brasileira

Hoje, mais de 18 milhões de crianças brasileiras com até 5 anos de idade vivem sob perspectivas de saúde bastante distintas quando comparadas com as de 30 anos atrás. Um indicativo dessa transformação é a taxa de mortalidade na infância (até 5 anos), que diminuiu de 50 para 13 óbitos a cada mil nascidos vivos entre 1990 e 2020.

O período coincide com um maior engajamento do Plano Nacional de Imunizações (PNI), estabelecido em 1975. Após erradicar a febre amarela urbana, a varíola e a poliomielite, durante a década de 1990 o programa concentrou esforços para controlar o sarampo e outras doenças, como tétano, tuberculose, difteria e coqueluche. Como resultado, as taxas de cobertura vacinal para diversos imunobiológicos se estabilizaram em torno de 100% nos anos 2000, incluindo as vacinas BCG, sarampo, poliomielite e tríplice bacteriana.

Apesar das décadas de avanço, o cenário atual é preocupante. Recentemente, o diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Jarbas Barbosa, convocou os países da América Latina a intensificarem urgentemente seus programas de vacinação devido ao risco de surtos de doenças atingir o nível mais alto em 30 anos.

Durante coletiva de imprensa, Barbosa destacou que, embora o continente tenha sido a primeira região do mundo a eliminar a poliomielite e foi líder mundial no controle e erradicação de diversas doenças, os programas nacionais de imunização sofreram retrocessos significativos na última década.

No Brasil, onde a cobertura vacinal infantil é um indicador crucial para a saúde pública, todas as taxas estão abaixo das metas estabelecidas pelo Ministério da Saúde desde 2016. Também é possível observar uma estagnação na taxa de mortalidade na infância, que variou apenas de 14 para 13 óbitos a cada mil nascidos vivos no período. Comparando-se os sete anos anteriores, entre 2009 e 2016, a queda foi de quase 6 mortes.

Realidade brasileira

Hoje, mais de 18 milhões de crianças brasileiras com até 5 anos de idade vivem sob perspectivas de saúde bastante distintas quando comparadas com as de 30 anos atrás. Um indicativo dessa transformação é a taxa de mortalidade na infância (até 5 anos), que diminuiu de 50 para 13 óbitos a cada mil nascidos vivos entre 1990 e 2020.

O período coincide com um maior engajamento do Plano Nacional de Imunizações (PNI), estabelecido em 1975. Após erradicar a febre amarela urbana, a varíola e a poliomielite, durante a década de 1990 o programa concentrou esforços para controlar o sarampo e outras doenças, como tétano, tuberculose, difteria e coqueluche. Como resultado, as taxas de cobertura vacinal para diversos imunobiológicos se estabilizaram em torno de 100% nos anos 2000, incluindo as vacinas BCG, sarampo, poliomielite e tríplice bacteriana.

Apesar das décadas de avanço, o cenário atual é preocupante. Recentemente, o diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Jarbas Barbosa, convocou os países da América Latina a intensificarem urgentemente seus programas de vacinação devido ao risco de surtos de doenças atingir o nível mais alto em 30 anos.

Durante coletiva de imprensa, Barbosa destacou que, embora o continente tenha sido a primeira região do mundo a eliminar a poliomielite e foi líder mundial no controle e erradicação de diversas doenças, os programas nacionais de imunização sofreram retrocessos significativos na última década.

No Brasil, onde a cobertura vacinal infantil é um indicador crucial para a saúde pública, todas as taxas estão abaixo das metas estabelecidas pelo Ministério da Saúde desde 2016. Também é possível observar uma estagnação na taxa de mortalidade na infância, que variou apenas de 14 para 13 óbitos a cada mil nascidos vivos no período. Comparando-se os sete anos anteriores, entre 2009 e 2016, a queda foi de quase 6 mortes.

Realidade brasileira

Hoje, mais de 18 milhões de crianças brasileiras com até 5 anos de idade vivem sob perspectivas de saúde bastante distintas quando comparadas com as de 30 anos atrás. Um indicativo dessa transformação é a taxa de mortalidade na infância (até 5 anos), que diminuiu de 50 para 13 óbitos a cada mil nascidos vivos entre 1990 e 2020.

O período coincide com um maior engajamento do Plano Nacional de Imunizações (PNI), estabelecido em 1975. Após erradicar a febre amarela urbana, a varíola e a poliomielite, durante a década de 1990 o programa concentrou esforços para controlar o sarampo e outras doenças, como tétano, tuberculose, difteria e coqueluche. Como resultado, as taxas de cobertura vacinal para diversos imunobiológicos se estabilizaram em torno de 100% nos anos 2000, incluindo as vacinas BCG, sarampo, poliomielite e tríplice bacteriana.

Apesar das décadas de avanço, o cenário atual é preocupante. Recentemente, o diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Jarbas Barbosa, convocou os países da América Latina a intensificarem urgentemente seus programas de vacinação devido ao risco de surtos de doenças atingir o nível mais alto em 30 anos.

Durante coletiva de imprensa, Barbosa destacou que, embora o continente tenha sido a primeira região do mundo a eliminar a poliomielite e foi líder mundial no controle e erradicação de diversas doenças, os programas nacionais de imunização sofreram retrocessos significativos na última década.

No Brasil, onde a cobertura vacinal infantil é um indicador crucial para a saúde pública, todas as taxas estão abaixo das metas estabelecidas pelo Ministério da Saúde desde 2016. Também é possível observar uma estagnação na taxa de mortalidade na infância, que variou apenas de 14 para 13 óbitos a cada mil nascidos vivos no período. Comparando-se os sete anos anteriores, entre 2009 e 2016, a queda foi de quase 6 mortes.