Antecedentes
Os ensaios controlados randomizados demonstraram tanto os benefícios como os danos do controle estrito de glicose no sangue em pacientes na unidade de terapia intensiva (UTI). A variação no uso de nutrição parenteral precoce e na hipoglicemia grave induzida por insulina poderia explicar esta inconsistência.
Métodos
Foi distribuído aleatoriamente os pacientes, na admissão na UTI, para controle liberal (insulina iniciada apenas quando o nível de glicose no sangue era >215 mg por decilitro [>11,9 mmol por litro]) ou rigoroso da glicemia (nível alvo de glicose no sangue usando o Algoritmo LOGIC-Insulina de 80 a 110 mg por decilitro [4,4 a 6,1 mmol por litro]);
A nutrição parenteral foi suspendida em ambos os grupos durante 1 semana. A aderência ao protocolo foi determinada segundo métricas de glicose.
O resultado primário foi o tempo que se necessitou a atenção na UTI, calculado sobre a base do tempo até a alta, tendo em conta a morte como um risco competitivo; a mortalidade aos 90 dias foi o resultado de segurança.

Resultados
Dos 9.230 pacientes submetidos à randomização, 4.622 foram designados para controle liberal da glicemia e 4.608 para controle rigoroso da glicemia.
O nível médio de glicose no sangue matinal foi de 140 mg por decilitro (intervalo interquartil, 122 a 161) com controle liberal e 107 mg por decilitro (intervalo interquartil, 98 a 117) para o rígido de glicose.
Hipoglicemia grave ocorreu em 31 pacientes (0,7%) no grupo liberal e em 47 pacientes (1,0%) do controle estrito.
O tempo necessário na UTI foi semelhante nos dois grupos (taxa de risco para alta precoce com vida e controle rigoroso da glicemia, 1,00; intervalo de confiança de 95%, 0,96 a 1,04; P = 0,94).
A mortalidade em 90 dias também foi semelhante (10,1% com controle glicêmico liberal e 10,5% com controle glicêmico rigoroso, P = 0,51).

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Conclusões Em pacientes criticamente doentes que não recebiam nutrição parenteral precoce, o controle estrito de glicose não afetou a duração da atenção na UTI nem a mortalidade. |