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/ Publicado el 9 de octubre de 2025

Tratamento para osteoartrite

Como os fitoterápicos podem auxiliar no manejo da osteoartrite?

Estudo analisou evidências clínicas sobre o uso de fitoterápicos no tratamento da osteoartrite, destacando eficácia, segurança e impacto na qualidade de vida dos pacientes.

Autor/a: Palavro, G. T. e Veiga, R. S.

Fuente: razilian Journal of Natural Sciences ISSN 2595 - 0584Edição nº 1- vol. 2 (2018) Boswellia serrata, harpagophytum procumbens e curcuma longa no manejo da osteoatrite

Introdução

A osteoartrite (AO) afeta cerca de 15% da população mundial e é caracterizada por inflamação e estresse oxidativo, que levam à destruição da cartilagem articular e erosão dos ossos. Induzida por citocinas pró-inflamatórias, a OA tem seu risco aumentado por diversos fatores, como sexo, sobrepeso, predisposição genética, etnicidade, atividades físicas, entre outros.

O tratamento médico convencional é feito com medicações anti-inflamatória não esteroidais (AINES) e opioides, entre outras substâncias que acarretam uma série de efeitos colaterais severos como ulcerações gastrointestinais, eventos hemorrágicos e nefrotoxicidade. Quanto maior o tempo de exposição a esses fármacos e maior a idade do paciente, maiores são os riscos de efeitos colaterais. Nesse sentido, os fitoterápicos surgem como uma alternativa nesses pacientes, visando reduzir a dependência a esses medicamentos e oferecer menor risco de efeitos adversos. [JV1] 

Por isso, Palavro e Veiga (2018) levantaram evidências em humanos para respaldar o uso dos fitoterápicos na prática clínica.

Boswellia serrata Roxb.

Essa planta nativa da Índia tem demonstrado potencial terapêutico no tratamento da OA devido às propriedades anti-inflamatórias de sua goma resinosa. Estudos clínicos indicaram que sua administração oral pode ser mais eficaz do que a combinação com aplicação tópica, possivelmente devido à menor cronicidade e idade dos pacientes tratados apenas por via oral.

Compostos derivados da B. Serrta Roxb., como o Aflapin® e o 5-Loxin®, padronizados em diferentes concentrações de ácido 3-O-acetil-11-ceto-beta-boswélico (AKBA), mostraram eficácia significativa na redução da dor, melhora da função articular e qualidade de vida em pacientes com OA de joelho, com início rápido dos efeitos, boa tolerabilidade e sem efeitos adversos severos observados.

Curcuma longa L.

Também conhecida como cúrcuma-doméstica, é uma planta asiática tradicionalmente utilizada por suas propriedades anti-inflamatórias, atribuídas à curcumina — composto ativo que inibe diversas moléculas inflamatórias, como COX-2, lipoxigenase, leucotrienos e interleucinas. Estudos clínicos demonstraram que os curcuminóides apresentam eficácia semelhante à de anti-inflamatórios convencionais, como diclofenaco de sódio e ibuprofeno, no tratamento da osteoartrite de joelho. Além disso, esses compostos mostraram menor incidência de efeitos colaterais, especialmente gastrointestinais, e custo reduzido.

Harpagophytum procumbens DC.

Conhecida como “garra do diabo”, essa planta africana, tradicionalmente utilizada por suas propriedades analgésicas, anti-inflamatórias, digestivas e sedativas, demonstrou eficácia no manejo da OA, com resultados comparáveis aos da diacereína e menor incidência de efeitos adversos, especialmente gastrointestinais.

 Em um estudo duplo-cego, o extrato padronizado Harpadol® mostrou melhora significativa na dor e função articular, com menor necessidade de uso de analgésicos. Outra análise com 259 pacientes evidenciou melhora estatisticamente significativa na dor, rigidez e qualidade de vida, além de boa tolerância relatada por 87% dos participantes. Apesar de leves desconfortos gastrointestinais, o uso da garra do diabo foi considerado seguro, sendo contraindicado apenas em casos de úlceras gastroduodenais, diabetes e cálculos biliares.

Conclusão

Em resumo, o uso tradicional de plantas medicinais, aliado à crescente evidência científica, aponta caminhos relevantes para o desenvolvimento de tratamentos acessíveis, eficazes e bem tolerados. A revisão de Palavro e Veiga (2018) reuniu estudos que ampliaram a compreensão sobre o papel dos fitoterápicos na osteoartrite, embora mais pesquisas sejam necessárias para consolidar seu uso clínico e orientar melhores decisões terapêuticas.