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/ Publicado el 24 de junio de 2025

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Como manejar a depressão resistente ao tratamento?

Estratégias inovadoras e evidências científicas para superar a estagnação terapêutica.

Autor/a: Dr. Alexei Gil

Indice
1. índice
2. Referências bibliográficas

A depressão está entre os transtornos psiquiátricos de maior prevalência, afetando mais de 300 milhões de pessoas no mundo todo, podendo ser profundamente incapacitante.1,2 Os últimos 60 anos foram dedicados a uma extensa pesquisa, investigando seus mecanismos etiológicos e estratégias de tratamento baseadas em evidências. Isso levou à descoberta de várias terapias antidepressivas, incluindo inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS), inibidores de recaptação de serotonina e norepinefrina (IRSN), antidepressivos tricíclicos (ADT), inibidores da monoamina oxidase (IMAO), antidepressivos atípicos,3 agentes adjuvantes e estratégias não farmacológicas.4

No entanto, apesar dos extensos esforços de pesquisa e descobertas, aproximadamente 30% das pessoas com transtorno depressivo maior (TDM) são resistentes aos tratamentos convencionais.5

Vários ensaios clínicos examinaram as taxas de resposta das abordagens terapêuticas tradicionais para depressão. No estudo Sequenced Treatment Alternatives to Relieve Depression (STAR*D), a taxa de remissão cumulativa após quatro ensaios de tratamento antidepressivo (dentro de 14 meses) foi de 67%.6 Mesmo após tratamentos sequenciais, 10% a 20% dos pacientes com TDM permaneceram significativamente sintomáticos por dois anos ou mais.7,8

Em geral, é aceito que, embora os medicamentos antidepressivos possam ser eficazes no tratamento do TDM, aproximadamente, 1 em cada 3 pacientes não atingem a remissão.9 Estes são considerados portadores de depressão resistente ao tratamento (DRT), condição que substituiu a denominação depressão refratária.

Definindo a depressão resistente ao tratamento

Embora muitas definições para DRT tenham sido propostas, a maioria das investigações utiliza a definição de pelo menos 2 ensaios com antidepressivos com dose e duração adequadas, com resposta terapêutica insatisfatória.10 O Quadro 1 descreve as estratégias terapêuticas mais usadas no tratamento da DRT.11,12

Considerações finais

O ISRS escitalopram é considerado um antidepressivo de primeira linha para o tratamento do TDM por ter rápido início de ação, perfil favorável de efeitos colaterais e baixa propensão para interações medicamentosas. Como estratégia de potencialização dos ISRS, os antipsicóticos atípicos têm demonstrado resultados significativos, sendo o uso do aripiprazol uma alternativa segura e eficaz.13



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