Noticias médicas

Publicado el 30 de abril de 2023

Boletim InfoGripe

Casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave crescem no país

Importância da vacinação contra a COVID-19 e gripe

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou o Boletim InfoGripe, que indica aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país. Das 27 unidades federativas, 19 apresentaram crescimento no longo prazo (últimas 6 semanas até 15 de abril). São elas: Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins.

Na análise por faixa etária, o aumento de casos nas crianças é influenciado principalmente pelo vírus sincicial respiratório (VSR). Entre os adultos, a predominância é da COVID-19, mas a Fiocruz destacou o peso de outras ocorrências causadas pelos vírus influenza A e B. A instituição afirmou que os dados do boletim reforçam a importância de a população aderir em maior número à vacinação contra a COVID-19 e a gripe.

Capitais

O estudo demonstrou que 17 das 27 capitais apresentaram sinal de crescimento da SRAG na tendência de longo prazo: Aracaju (SE), plano piloto e arredores de Brasília (DF), Boa Vista (RR), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Fortaleza (CE), João Pessoa (PB), Macapá (AP), Maceió (AL), Natal (RN), Porto Alegre (RS), Porto Velho (RO), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), São Luís (MA) e Vitória (ES).

A avaliação da série temporal por faixa etária das capitais sugeriu que o cenário é heterogêneo. Enquanto em algumas dessas capitais o sinal é compatível com oscilação em período de baixa atividade, em outras se observa manutenção de crescimento expressivo apenas entre as crianças. No entanto, também é possível identificar aumento no número de capitais com crescimento também na população adulta, decorrente da retomada da Covid-19.

Óbitos

Referente aos casos de SRAG de 2023, já foram registrados 2.678 óbitos. Destes, 1.572 (58,7%) tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 963 (36,0%) negativos, e ao menos 67 (2,5%) aguardando resultado laboratorial.

Dentre os positivos, 4,3% são influenza A; 2,9% são influenza B; 4,5% são VSR; e 85,6% são SARS-CoV-2. Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de 12,6% para influenza A; 7,9% para influenza B; 10,9% para VSR; e 68,6% para Sars-CoV-2 (Covid-19).