A constipação é um problema crônico que acomete muitos pacientes em todo o mundo. Em alguns grupos, como os idosos, constitui um problema sanitário importante. Apesar dos avanços terapêuticos, tratamentos eficazes para a constipação crônica permanecem uma necessidade não atendida.
A cápsula vibratória é uma cápsula programável não farmacológica, ingerida por via oral, que vibra dentro do lúmen intestinal para indução da peristalse, a fim de promover a evacuação.
Por isso, Rao e colaboradores (2023) desenvolveram um estudo para determinar a eficácia e segurança da cápsula vibratória em pacientes com constipação crônica.
Conduziu-se um estudo de fase 3 duplo-cego. Os pacientes com constipação crônica foram randomizados para receber uma cápsula vibratória ou placebo, uma vez ao dia, 5 dias por semana, durante 8 semanas. Os critérios de inclusão foram: adultos maiores de 21 anos, portadores de constipação crônica idiopática, ausência de melhora com tratamento convencional por pelo menos um mês, média de 1 a 2,5 evacuações por semana e colonoscopia normal nos últimos 5 anos, se acima de 50 anos ou com fator de risco para neoplasia.
Os desfechos primários de eficácia foram um aumento de 1 ou mais movimentos intestinais espontâneos completos (CSBM) por semana (resposta CSBM 1) ou 2 ou mais CSBMs por semana (CSBM 2) desde a linha de base durante pelo menos 6 das 8 semanas. Análises de segurança foram realizadas.
Entre 904 pacientes triados, 312 foram inscritos. Uma porcentagem maior do grupo de intervenção (cápsula vibratória) alcançou os dois desfechos finais primários de eficácia em comparação com o placebo (39,3% vs 22,1%, P = 0,001 para CSBM 1; 22,7% vs 11,4% P = 0,008 para CSBM 2). Melhorias significativamente foram observadas para os desfechos finais secundários de esforço evacuatório, consistência das fezes e medidas de qualidade de vida em comparação com o placebo.
Os eventos adversos foram leves, de natureza gastrointestinal e semelhantes entre os grupos, exceto que uma leve sensação de vibração foi relatada por 11% dos pacientes no grupo intervenção, mas nenhum desistiu do estudo.
Em pacientes com constipação crônica, a cápsula vibratória foi superior ao placebo na melhora dos sintomas intestinais e na qualidade de vida.
Publicado el 25 de agosto de 2023
Farmacologia
Cápsula Vibratória para Constipação Crônica
Uma cápsula programável não farmacológica, ingerida por via oral, que vibra dentro do lúmen intestinal para indução da peristalse, a fim de promover a evacuação.
Autor/a: Satish S.C. Rao, Eamonn M.M. Quigley, William D. Chey, Amol Sharma, Anthony J. Lembo
Fuente: Randomized Placebo-Controlled Phase 3 Trial of Vibrating Capsule for Chronic Constipation
A constipação é um problema crônico que acomete muitos pacientes em todo o mundo. Em alguns grupos, como os idosos, constitui um problema sanitário importante. Apesar dos avanços terapêuticos, tratamentos eficazes para a constipação crônica permanecem uma necessidade não atendida.
A cápsula vibratória é uma cápsula programável não farmacológica, ingerida por via oral, que vibra dentro do lúmen intestinal para indução da peristalse, a fim de promover a evacuação.
Por isso, Rao e colaboradores (2023) desenvolveram um estudo para determinar a eficácia e segurança da cápsula vibratória em pacientes com constipação crônica.
Conduziu-se um estudo de fase 3 duplo-cego. Os pacientes com constipação crônica foram randomizados para receber uma cápsula vibratória ou placebo, uma vez ao dia, 5 dias por semana, durante 8 semanas. Os critérios de inclusão foram: adultos maiores de 21 anos, portadores de constipação crônica idiopática, ausência de melhora com tratamento convencional por pelo menos um mês, média de 1 a 2,5 evacuações por semana e colonoscopia normal nos últimos 5 anos, se acima de 50 anos ou com fator de risco para neoplasia.
Os desfechos primários de eficácia foram um aumento de 1 ou mais movimentos intestinais espontâneos completos (CSBM) por semana (resposta CSBM 1) ou 2 ou mais CSBMs por semana (CSBM 2) desde a linha de base durante pelo menos 6 das 8 semanas. Análises de segurança foram realizadas.
Entre 904 pacientes triados, 312 foram inscritos. Uma porcentagem maior do grupo de intervenção (cápsula vibratória) alcançou os dois desfechos finais primários de eficácia em comparação com o placebo (39,3% vs 22,1%, P = 0,001 para CSBM 1; 22,7% vs 11,4% P = 0,008 para CSBM 2). Melhorias significativamente foram observadas para os desfechos finais secundários de esforço evacuatório, consistência das fezes e medidas de qualidade de vida em comparação com o placebo.
Os eventos adversos foram leves, de natureza gastrointestinal e semelhantes entre os grupos, exceto que uma leve sensação de vibração foi relatada por 11% dos pacientes no grupo intervenção, mas nenhum desistiu do estudo.
Em pacientes com constipação crônica, a cápsula vibratória foi superior ao placebo na melhora dos sintomas intestinais e na qualidade de vida.