Pesquisadores brasileiros desenvolveram, validaram e implementaram o primeiro teste molecular para detecção do vírus Mpox na região Centro-Oeste, garantindo 100% de acurácia e um limite de detecção de 21,25 cópias por reação.
O estudo foi conduzido por uma equipe multidisciplinar da Divisão de Biologia Molecular do Sabin Diagnóstico e Saúde, em Brasília, em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Ciências Genômicas e Biotecnologia da Universidade Católica de Brasília.
Após a confirmação do primeiro caso brasileiro em junho de 2022 e a rápida expansão nacional (13.429 casos até dezembro de 2024), os pesquisadores estabeleceram como objetivo desenvolver e validar um teste quantitativo de PCR em tempo real para diagnóstico de mpox, reduzindo o tempo de resposta e apoiando a vigilância epidemiológica. O ensaio teve como alvo uma região conservada do gene F3L do vírus, utilizando a RNase P humana como controle endógeno e o teste foi validado para amostras de exsudato de pústulas e crostas de lesões.
Até o momento, foram processadas 295 amostras, das quais 88 (30%) foram positivas, com maior prevalência em homens (41,15%) do que em mulheres (2,41%). O pico de positividade ocorreu em agosto de 2022, seguido por queda acentuada na demanda entre 2023 e 2024.
Segundo os autores, a rápida implementação do teste permitiu resposta imediata aos pacientes e forneceu dados essenciais para compreender a dinâmica da disseminação do vírus no Brasil, especialmente na região Centro-Oeste.