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Publicado el 10 de mayo de 2022

A importância de lavar as mãos

Boas práticas de higiene previnem 70% das infecções hospitalares

Entre 7% e 15% dos pacientes hospitalizados adquirem pelo menos uma infecção relacionada com atenção médica, e em média, 10% morre em consequência disso.

Fuente: ONU

Se não for dada atenção suficiente à prevenção e controle de infecções, os estabelecimentos de saúde podem se tornar disseminadores de doenças, prejudicando pacientes, profissionais de saúde e parentes e amigos dos doentes, alertou nesta sexta-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Um novo estudo da agência da ONU revelou que, dependendo do país onde se encontram, entre 7 e 15 em cada cem pacientes hospitalizados adquirem pelo menos uma infecção associada a cuidados médicos durante a hospitalização, e que uma média de 10% morre uma consequência disso.

"Nenhum país ou sistema de saúde, por mais sofisticado que seja, pode afirmar estar livre do problema das infecções associadas à assistência à saúde", afirma o texto.

No entanto, boas práticas de higiene das mãos e outras medidas do mesmo corte podem prevenir 70% dessas infecções, afirmou a OMS.

De acordo com o relatório, pessoas em terapia intensiva e recém-nascidos correm maior risco de adquirir uma infecção.

Pacientes de COVID-19 en una unidad de cuidados intensivos en Mumbai, India.

Figura 1:Pacientes com COVID-19 em uma unidade de terapia intensiva em Mumbai, Índia. Créditos:© UNICEF/Bhushan Koyande

Caso de sepse

O documento também detalhou que cerca de 25% dos casos de sepse atendidos em hospitais e quase metade dos casos de sepse com disfunção orgânica internados em unidades de terapia intensiva para adultos estão relacionados ao atendimento médico.

Para o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, a pandemia da COVID-19 expôs muitas falhas e desafios na prevenção e controle de infecções em todas as regiões e países, inclusive naqueles que possuíam os protocolos mais avançados.

“Nosso desafio agora é garantir que todos os países possam alocar os recursos humanos, suprimentos e infraestrutura que os programas de prevenção e controle de infecções exigem”, disse o Dr. Tedros.

Poucos países cumprem os requisitos

Dados do sistema da OMS para monitorar o progresso dos países na implementação do plano de ação global sobre resistência antimicrobiana mostraram que, para o período 2020-2021, 11% das nações ainda não tinham um plano operacional de prevenção e controle de infecções e 54% tinham um programa que não foi implementado ou que foi seguido apenas em centros de saúde selecionados. A maioria dos países da América Latina está incluída nesta categoria.

Apenas 34% relataram ter um plano nacional de prevenção e controle de infecções em vigor e, destes, apenas 19% tinham um sistema para monitorar a conformidade e a eficácia.

Nos últimos cinco anos, a agência realizou pesquisas globais para avaliar o status da implementação dos programas nacionais de prevenção e controle de infecções, constatando que para o biênio 2020-2021 apenas 3,8% dos países atenderam a todos os requisitos mínimos implementados em nível nacional.

O estudo observou que o impacto das infecções associadas à assistência à saúde e da resistência antimicrobiana é incalculável, citando o fato de que mais de 24% dos pacientes acometidos por sepse associada à assistência à saúde morrem a cada ano, além de 52,3% dos pacientes tratados em unidade de terapia intensiva.

Essas mortes dobram ou triplicam quando as infecções são resistentes aos antimicrobianos, acrescenta.

OMS enfatiza a importância da lavagem das mãos para profissionais de saúde.

Avanços

A agência da ONU sustenta que, apesar de tudo, houve algum progresso, citando que mais países alocam pessoal e orçamento para programas de prevenção e controle de infecções e treinam profissionais de saúde de linha de frente, além de terem desenvolvido diretrizes e programas nacionais de vigilância de infecções associadas aos cuidados de saúde e adesão à higiene das mãos.

A OMS e seus parceiros apoiam os governos de muitos estados para fortalecer suas estratégias, estabelecer requisitos mínimos e adquirir componentes básicos de programas de prevenção e controle de infecções.

Nessa linha, o relatório ressaltou que são necessários investimentos urgentes para manter e estender essa assistência no longo prazo.

A Organização Mundial da Saúde instou todos os países a aumentar os investimentos em programas de prevenção e controle de doenças para proteger pacientes e profissionais de saúde, melhorar os cuidados de saúde e reduzir seus custos para todos.