Tradicionalmente, quatro subtipos de rosácea foram reconhecidos, porém a frequência entre esses ainda é desconhecida. Com isso, Barakji e colaboradores (2022) desenvolveram um estudo para determinar sua frequência.
Realizaram uma revisão sistêmica e meta-análise que incluiu uma pesquisa em 2 bancos de dados, PubMed e Embase, desde o início do banco de dados até 2 de novembro de 2021. A pesquisa foi filtrada para incluir apenas estudos com participantes humanos publicados em inglês, francês e alemão.
Os estudos foram selecionados independentemente por 2 dos autores e incluídos se fossem originais com tamanho de amostra de 25 ou mais pacientes e relatassem números absolutos ou frequência de pacientes afetados por subtipos de rosácea. Excluíram-se estudos que não informaram dados suficientes para calcular as proporções de subtipos.
A extração de dados foi realizada de forma independente e em duplicata por 2 dos autores, usando o termo de busca rosácea, de acordo com as diretrizes do Preferred Reporting items for Systematic Reviews and Meta-analyses (PRISMA).
O termo de busca, objetivos e métodos do protocolo do estudo foram definidos antes do início do estudo. Um total de 292 estudos foram incluídos para avaliação de texto completo. Devido à heterogeneidade dos estudos incluídos, foi utilizado um modelo de efeitos aleatórios.
O principal resultado foi a proporção de pacientes com rosácea em cada um dos 4 principais grupos de subtipos definidos pelo sistema de classificação da National Rosacea Society de 2002. As medidas foram números absolutos ou frequência de pacientes afetados por cada um dos 4 subtipos de rosácea.
Um total de 39 estudos examinando 9.190 pessoas com rosácea foram incluídos. A proporção combinada de rosácea eritemato-telangiectásica foi de 56,7% (IC 95%, 51,4-62,0%), rosácea papulopustulosa 43,2% (IC 95%, 38,8%-47,6%), rosácea fimatosa 7,4% (IC 95%, 6,1%- 8,9%) e rosácea ocular 11,1% (IC 95%, 6,7%-16,3%).
A distribuição dos subtipos ocorreu igualmente entre homens e mulheres, com exceção da rosácea fimatosa, que foi mais frequente nos homens.
Estudos da África mostraram a menor proporção de rosácea eritematotelangiectásica. Diferenças na frequência dos subtipos foram observadas quando estratificadas por ano de publicação.
Na revisão sistemática e metanálise, foram encontradas diferenças nos subtipos de rosácea por sexo do paciente, por continente de origem e ano de publicação dos estudos incluídos. Rosácea eritematotelangiectásica e papulopustulosa foram os subtipos mais prevalentes, mas os dados devem ser interpretados com cautela. Estudos futuros devem usar a abordagem baseada no fenótipo para a rosácea.
Publicado el 20 de abril de 2022
Revisão sistemática
Avaliação da frequência dos subtipos de rosácea
Rosácea eritematotelangiectásica e papulopustulosa foram os subtipos mais comuns
Autor/a: Yousef A. Barakji, Amalie Thorsti Møller Rønnstad, Maria O. Christensen, et al
Fuente: Assessment of Frequency of Rosacea Subtypes in Patients With Rosacea
Tradicionalmente, quatro subtipos de rosácea foram reconhecidos, porém a frequência entre esses ainda é desconhecida. Com isso, Barakji e colaboradores (2022) desenvolveram um estudo para determinar sua frequência.
Realizaram uma revisão sistêmica e meta-análise que incluiu uma pesquisa em 2 bancos de dados, PubMed e Embase, desde o início do banco de dados até 2 de novembro de 2021. A pesquisa foi filtrada para incluir apenas estudos com participantes humanos publicados em inglês, francês e alemão.
Os estudos foram selecionados independentemente por 2 dos autores e incluídos se fossem originais com tamanho de amostra de 25 ou mais pacientes e relatassem números absolutos ou frequência de pacientes afetados por subtipos de rosácea. Excluíram-se estudos que não informaram dados suficientes para calcular as proporções de subtipos.
A extração de dados foi realizada de forma independente e em duplicata por 2 dos autores, usando o termo de busca rosácea, de acordo com as diretrizes do Preferred Reporting items for Systematic Reviews and Meta-analyses (PRISMA).
O termo de busca, objetivos e métodos do protocolo do estudo foram definidos antes do início do estudo. Um total de 292 estudos foram incluídos para avaliação de texto completo. Devido à heterogeneidade dos estudos incluídos, foi utilizado um modelo de efeitos aleatórios.
O principal resultado foi a proporção de pacientes com rosácea em cada um dos 4 principais grupos de subtipos definidos pelo sistema de classificação da National Rosacea Society de 2002. As medidas foram números absolutos ou frequência de pacientes afetados por cada um dos 4 subtipos de rosácea.
Um total de 39 estudos examinando 9.190 pessoas com rosácea foram incluídos. A proporção combinada de rosácea eritemato-telangiectásica foi de 56,7% (IC 95%, 51,4-62,0%), rosácea papulopustulosa 43,2% (IC 95%, 38,8%-47,6%), rosácea fimatosa 7,4% (IC 95%, 6,1%- 8,9%) e rosácea ocular 11,1% (IC 95%, 6,7%-16,3%).
Estudos da África mostraram a menor proporção de rosácea eritematotelangiectásica. Diferenças na frequência dos subtipos foram observadas quando estratificadas por ano de publicação.
Na revisão sistemática e metanálise, foram encontradas diferenças nos subtipos de rosácea por sexo do paciente, por continente de origem e ano de publicação dos estudos incluídos. Rosácea eritematotelangiectásica e papulopustulosa foram os subtipos mais prevalentes, mas os dados devem ser interpretados com cautela. Estudos futuros devem usar a abordagem baseada no fenótipo para a rosácea.