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Publicado el 17 de marzo de 2024

Atividade física e saúde

As associações da frequência da atividade física com a adiposidade abdominal geral

O estudo examinou a associação entre padrões de atividade física e adiposidade em adultos norte-americanos

Introdução

A obesidade é um distúrbio complexo que afeta cerca de 650 milhões de adultos em todo o mundo, resultando em enormes encargos econômicos e de saúde. Este distúrbio é um fator de risco para diversas doenças crônicas, incluindo câncer e osteoartrite.

A atividade física (AF) é amplamente reconhecida como benéfica para reduzir o risco de obesidade. No entanto, devido ao ritmo de vida acelerado, muitas pessoas não aderem a essa recomendação devido à falta de tempo. No entanto, algumas conseguem concentrar sua atividade física em uma ou duas sessões por semana, sendo conhecidas como "guerreiros de fim de semana" (do inglês, Weekend Warriors [WW]).

Por esta razão, Lei e colaboradores (2024) utilizaram dados da Pesquisa Nacional de Exame de Saúde e Nutrição (NHANES) para examinar a relação entre os padrões de atividade física e a gordura abdominal medida por absorciometria radiológica de dupla energia (DXA), a gordura corporal total e medidas antropométricas.

Métodos

Os dados foram coletados de participantes com idades entre 20 e 59 anos na Pesquisa Nacional de Exame de Saúde e Nutrição de 2011 a 2018. A gordura abdominal e corporal total foi avaliada utilizando a absorciometria radiológica de dupla energia (DXA) e medidas antropométricas. Os níveis de atividade física foram obtidos por questionário e categorizados como inativo, "guerreiros de fim de semana" e regularmente ativo (RA). Além disso, foram utilizados modelos de regressão linear para avaliar as associações entre os padrões de atividade física e os indicadores de adiposidade.

Resultados

Entre 9.629 participantes, 772 (8,2%) relataram o padrão WW e 3.277 (36,9%) relataram o padrão RA. Em comparação com inativos, tanto WW quanto RA apresentaram menor adiposidade abdominal medida por DXA (WW: β: -0,24, IC 95%: -0,38 a -0,10; RA: -0,18, IC 95%: -0,29 a -0,07), circunferência da cintura (WW: β: -1,94, IC 95%: -3,16 a -0,73; RA: -1,31, IC 95%: -2,32 a -0,29), massa gorda corporal total (WW: β: -0,16, 95% IC: −0,25 a −0,08; RA: −0,11, IC 95%: −0,18 a −0,04) e IMC (WW: β: −0,78, IC 95%: −1,27 a −0,28; RA: −0,47, 95 % CI: −0,89 a −0,04).

Discussão

Ao aproveitar uma amostra grande e representativa, os autores sugeriram que a prática de atividade física concentrada em poucas sessões, como a WW, pode ser uma opção mais viável em termos de horários, proporcionando benefícios semelhantes aos da prática RA nos indicadores de adiposidade, sem induzir potenciais problemas musculares. O estudo também apontou uma redução na massa gorda e destacou os benefícios da WW nesse aspecto. Além disso, foi demonstrado que indivíduos que não conseguem atingir a frequência recomendada, mas aumentam a duração e a intensidade da atividade física, podem reduzir a gordura corporal.

Conclusão

Os resultados do estudo mostraram que tanto o padrão WW quanto o padrão RA estavam associados à redução da massa gorda, medida por DXA (incluindo a região abdominal e o corpo inteiro), ao índice de massa corporal (IMC) e à circunferência da cintura. Os autores concluíram que promover o padrão WW pode ser valioso para indivíduos que não conseguem cumprir a frequência recomendada nas diretrizes atuais de atividade física.