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/ Publicado el 23 de septiembre de 2021

Países selecionados pela OMS

Argentina e Brasil produzirão vacinas COVID-19 de RNA mensageiro

Isso foi definido em uma reunião da OPAS. Também buscará que os centros colaborem na transferência de conhecimento para ampliar as capacidades produtivas regionais.

Para aumentar a capacidade de produção da vacina COVID-19 em todo o mundo e expandir o acesso na Região das Américas, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) selecionou a Argentina e o Brasil para criar dois centros de desenvolvimento e produção de vacinas com tecnologia de RNA mensageiro.

O anúncio foi feito durante uma reunião virtual da OPAS sobre transferência de tecnologia para a produção de vacinas de mRNA nas Américas, da qual participaram a Ministra da Saúde da Nação, Carla Vizzotti, e a Diretora da OPAS, Carissa Etienne.

A seleção das propostas da Argentina e do Brasil é resultado de um edital aberto de manifestação de interesse, tanto ao setor público quanto ao privado de países de economia emergente, lançado mundialmente pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 16 de abril de 2021, que gerou cerca de trinta manifestações de interesse de empresas e instituições científicas latino-americanas.

Como resultado deste processo, a empresa Sinergium Biotech foi selecionada na Argentina, devido a sua larga experiência na produção de vacinas e outros biológicos, e sua capacidade de desenvolver produtos complexos, somada à sua experiência em distribuição. Enquanto isso, no Brasil, o responsável por fazer esse desenvolvimento será o Instituto de Tecnologia em Imunologia de Bio-Manguinhos, que faz parte da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ). A eleição ocorreu após um rigoroso processo de avaliação liderado por um comitê de especialistas independentes (PDVAC).

A instalação destes dois centros visa criar as bases para a implementação de uma colaboração regional que aproveite a cooperação com o centro de transferência de tecnologia localizado na África do Sul, bem como a cooperação com outros atores produtivos da região, a fim de expandir a produção produtiva, que beneficiará toda a região.

O objetivo dos centros na Argentina e no Brasil será contribuir de forma proativa para a transferência de conhecimento e tecnologia na região, para ampliar as capacidades produtivas regionais e fortalecer uma cadeia de valor regional em prol do aumento da independência tecnológica das Américas.

A Diretora da Organização Pan-Americana da Saúde, Carissa Etienne, assegurou que “somente por meio da ação coletiva, trabalhando ombro a ombro, podemos reduzir a vulnerabilidade à pandemia” e garantiu que a OPAS continuará trabalhando para fortalecer as condições propícias e tornar a região autossuficiente em tecnologia e produção de vacinas e medicamentos.

O projeto contará com a experiência não só da OPAS/OMS, mas também da comunidade científica internacional que apoia a expansão das capacidades produtivas nos países emergentes. Além de parceiros-chave nesta iniciativa, como o Pool de Patentes de Medicamentos, que dará suporte em questões relacionadas ao licenciamento de direitos de propriedade intelectual que possam ser necessários para atingir o objetivo comum.

Espera-se que, uma vez disponibilizada a vacina, ela seja avaliada pela OMS para obtenção de sua recomendação para aquisição junto aos órgãos compradores das Nações Unidas, por ter atingido sua pré-qualificação e atendendo às recomendações internacionais. Para garantir sua qualidade e segurança e eficácia, a fim de garantir acesso equitativo a esse insumo crítico que será oferecido aos Estados Membros e territórios por meio do Fundo Rotativo da OPAS, o maior provedor de vacinas acessíveis há mais de 40 anos na região.