O Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) admitiram o risco de medicamentos, como dipirona e amoxicilina, no mercado. A escassez já dura, ao menos, dois meses.
Em uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Saúde, feita com 106 estabelecimentos de saúde, como hospitais e clínicas, revelou que o problema também atinge unidades de saúde. Constatou que falta soro em 87,6% das instituições pesquisadas; dipirona injetável em 62,9%; neostigmina em 50,5%; atropina em 49,5%; contrastes em 43,8%; metronidazol bolsa em 41,9%; aminofilina em 41%; e amicacina injetável em 40%.
A ausência de mercadorias resulta efeitos colaterais, como no aumento do preço de medicamentos. Grande parte desses, se deve a falta de insumos, incluindo o ingrediente farmacêutico antigo, no qual a maioria vem da China e Índia. Entre os principais motivos para a escassez, estão: alta do dólar e do barril de petróleo e aumento da demanda de antibióticos durante o inverno.
Em um levantamento obtido pelo GLOBO, o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) identificou que a dipirona e os antibióticos amoxicilina, clavulanato de potássio e azitromicina estão entre os mais faltosos em 284 cidades pesquisadas na última década.
Uma das ações encontradas pelos órgãos para minimizar esse problema é o reajuste dos valores de determinados produtos ameaçados e diminuir o imposto de importação de insumos para alguns medicamentos, como dipirona.