Noticias médicas

/ Publicado el 7 de octubre de 2025

Novo re

Anvisa aprovou primeiro tratamento para câncer de ovário resistente à quimio

Novo registro: Elahere (mirvetuximabe soravtansina)

O medicamento intravenoso é indicado para o tratamento de pacientes adultas com câncer epitelial de ovário, trompa de Falópio ou peritoneal primário, positivo para receptor de folato alfa (FRα) e resistente à platina que receberam de uma a três terapias sistêmicas anteriores. De acordo com a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, aproximadamente 80% dos pacientes com câncer de ovário, mesmo aqueles que inicialmente respondiam bem ao tratamento, terão recorrências do tumor, que evoluem e se tornam resistentes à platina.

A terapia foi aprovada pelo FDA (Food and Drug Administration) em março de 2024 e sua autorização de comercialização foi emitida pela European Medicines Agency em novembro do mesmo ano. No entanto, ele já era utilizado em casos raros desde 2015.

Ainda não há definição sobre a inclusão do Elahere no rol de medicamentos da ANS (Agência Nacional de Saúde Complementar) ou no SUS. Sendo assim, planos de saúde ainda não são obrigados a cobrir o tratamento e ele ainda não está disponível na rede pública.

Mecanismo de ação

O mirvetuximabe soravtansina é composto por um anticorpo monoclonal ligado a um agente sintético contra o câncer, o DM4. O anticorpo monoclonal é uma proteína que reconhece e se liga à proteína FRα presente nas células cancerígenas. Quando isso acontece, o mirvetuximabe soravtansina penetra na célula cancerígena e libera o DM4. O DM4 é um agente antimitótico que inibe a polimerização da tubulina e a montagem dos microtúbulos, resultando em parada do ciclo celular e apoptose.

O perfil de segurança é geralmente reflexo do DM4. Os principais órgãos-alvo para a toxicidade associada ao mirvetuximabe soravtansina incluem os olhos, pulmões e nervos periféricos. A toxicidade ocular é um importante sinal de segurança associado ao mirvetuximabe soravtansina e afetou 61% dos pacientes inscritos nos Estudos. Foi requerido à empresa adicionar um Aviso em Caixa Preta para toxicidade ocular nas bulas para alertar os prescritores e pacientes sobre o risco de desenvolver toxicidades oculares graves, incluindo deficiência visual, ceratopatia, olho seco, fotofobia, dor ocular e uveíte.

Assim, considerando todas as informações disponíveis até o momento, conclui-se que a relação benefício-risco pode ser considerada positiva para o uso de ELAHERE.