O gênero Lactobacillus foi criado por Beijerink em 1901 e incluiu microorganismos gram-positivos, anaeróbios facultativos e não-esporulados. A taxonomia inicial foi baseada em características fenotípicas, incluindo temperatura ideal de crescimento, utilização de açúcar e espectro de metabólitos produzidos. Ao longo do tempo, 261 espécies do gênero Lactobacillus foram descritas, sendo 39 só em 2019. O problema foi que o gênero se tornou heterogêneo, englobando espécies de bactérias muito diferentes entre si.
Nos últimos 15 anos, o sequenciamento genômico tornou-se amplamente disponível e houve a introdução da identidade nucleotídica, ou em inglês Average Nucleotide Identity (ANI), como padrão ouro para diferenciar dois microorganismos. Com isso, microbiologistas de diversos países reavaliaram o parentesco genético e a filogenia das espécies do gênero Lactobacillus e seus táxons irmãos Lactobacillaceae e Leuconostocaceae.
O resultado foi que o gênero Lactobacillus agora contém 35 espécies. As demais foram distribuídas em 23 novos gêneros.
Esta mudança cria uma nomenclatura estável, evitando intervenções em um futuro próximo. Outro benefício é que facilitará a comunicação, permitindo melhor definição e classificação das bactérias que exercem efeitos benéficos para nossa saúde.
Entretanto a renomeação pode trazer consequências econômicas, científicas e regulatórias. Pesquisadores e reguladores necessitarão compreender e adaptarem-se à nova nomenclatura. As indústrias precisarão atualizar os rótulos dos alimentos e suplementos, além de comunicar a mudança para profissionais da saúde e consumidor. Outra dificuldade poderá ser em relação às patentes que incluam o nome Lactobacillus.
| Alteração taxonômica |
Esta mudança cria uma nomenclatura estável, evitando intervenções em um futuro próximo. Outro benefício é que facilitará a comunicação, permitindo melhor definição e classificação das bactérias que exercem efeitos benéficos para nossa saúde.
Entretanto a renomeação pode trazer consequências econômicas, científicas e regulatórias. Pesquisadores e reguladores necessitarão compreender e adaptarem-se à nova nomenclatura. As indústrias precisarão atualizar os rótulos dos alimentos e suplementos, além de comunicar a mudança para profissionais da saúde e consumidor. Outra dificuldade poderá ser em relação às patentes que incluam o nome Lactobacillus.
| Como saber se uma determinada espécie teve sua classificação taxonômica alterada |
Os autores responsáveis pela nova classificação taxonômica do gênero Lactobacillus desenvolveram uma ferramenta que permite consultar a nova nomenclatura das 250 espécies abrangidas no estudo, usando como base a classificação anterior.
Nela, também estão disponíveis outras informações importantes de cada uma das espécies, incluindo data da primeira descrição, propriedades e número para acesso ao genoma.