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Publicado el 28 de octubre de 2021

Dados entre 1999 - 2019

A taxa de mortalidade por Parkinson aumentou nos Estados Unidos

A taxa de mortalidade foi duas vezes maior em homens do que em mulheres

Autor/a: Shuang Rong, Guifeng Xu, Buyun Liu, Yangbo Sun, Linda G Snetselaar, Robert B Wallace, Benchao Li, Jingling Liao, Wei Bao

Fuente: Trends in Mortality From Parkinson Disease in the United States, 19992019

Um novo estudo demonstrou que nas últimas duas décadas a taxa de mortalidade por doença de Parkinson aumentou cerca de 63% nos Estados Unidos. A pesquisa aparece na edição online da Neurology®, a revista médica da American Academy of Neurology.

O estudou também encontrou que a taxa de mortalidade era duas vezes mais alta em homens do que em mulheres e que a taxa era mais alta em pessoas brancas do que em outros grupos raciais/éticos.

“Sabemos que as pessoas vivem mais e a população em geral está envelhecendo, porém isso não explica completamente o aumento que vimos na taxa de mortalidade nas pessoas com Parkinson.” Disse o autor do estudo Wei Bao, MD, PhD. “Compreender por que mais pessoas morrem devido a enfermidade é fundamental se queremos reverter essa tendencia”.

O estudo analisou um registro nacional que incluiu 479.059 pessoas que morreram de Parkinson entre 1999 e 2019.

Após ajustar a idade, os pesquisadores descobriram que o número de pessoas que morreram da doença aumentou de 5,4 por 100.000 pessoas em 1999 para 8,8 por 100.000 pessoas em 2019. O aumento médio anual foi de 2,4%.

Os investigadores encontraram que a mortalidade aumentou significativamente em todos os grupos de idade, ambos sexos, vários grupos raciais e étnicos e diferentes classificações urbano-rurais. No entanto, as taxas de mortalidade foram duas vezes mais altas em homens do que em mulheres. Bao disse que uma possível explicação para essa diferença sexual seria o estrogênio, que leva a níveis mais elevados de dopamina em partes do cérebro que controlam as respostas motoras e pode proteger as mulheres do desenvolvimento do Parkinson.

Os brancos eram mais propensos a morrer de Parkinson do que outros grupos raciais e étnicos. Em 2019, a taxa de mortalidade de brancos era de 9,7 por 100.000 pessoas, seguidos pelos hispânicos, com 6,5 por 100.000 pessoas, e negros não hispânicos, com 4,7 por 100.000 pessoas.

Bao disse que estudos anteriores mostraram que, em comparação com pessoas brancas, negras e hispânicas são menos propensas a consultar um neurologista ambulatorial devido a barreiras socioeconômicas, sugerindo que pessoas brancas podem ter maior probabilidade de receber um diagnóstico de Parkinson.

"É importante continuar avaliando as tendências de longo prazo nas taxas de mortalidade de Parkinson", disse Bao. “Isso pode informar pesquisas futuras que podem ajudar a determinar por que mais pessoas estão morrendo da doença. Além disso, a atualização de estatísticas vitais sobre as taxas de mortalidade de Parkinson pode ser usada para priorizar e financiar cuidados de saúde e políticas."

Uma limitação do estudo é que apenas uma causa básica de morte foi registrada em cada atestado de óbito, portanto, apenas as pessoas que foram registradas como tendo morte de Parkinson foram incluídas no estudo. Isso pode não refletir com precisão a prevalência da doença como causa de morte.