| Introdução |
Recentemente, diversos estudos revelaram uma ligação entre eventos climáticos extremos e a morbidade e mortalidade pela asma. Evidências indicaram que ondas de calor e de frio, tempestades de poeira, furacões e inundações aumentaram os desfechos relacionados à doença.
No entanto, ainda faltava uma revisão sistemática dessa relação, particularmente na avaliação dos desfechos. Por isso, Makrufardi e colaboradores (2023) realizaram um estudo de metanálise, com objetivo de examinar as associações entre eventos climáticos extremos e a asma.
| Métodos |
Foi realizada uma busca sistemática na literatura por estudos relevantes utilizando as bases de dados PubMed, EMBASE, Web of Science e ProQuest até 20 de outubro de 2022. Modelos de efeitos fixos e de efeitos aleatórios foram aplicados para estimar os efeitos de eventos climáticos extremos nos desfechos relacionados à asma.
| Resultados |
Em relação aos desfechos gerais, o aumento nos eventos climáticos extremos elevou a razão de risco para eventos, sintomas e diagnóstico de asma em 1,18, 1,10 e 1,09 vezes, respectivamente.
Eventos climáticos extremos foram associados a riscos aumentados de exacerbação aguda da asma, com elevação das taxas de visitas ao pronto-socorro, de internações hospitalares, de consultas ambulatoriais e de mortalidade pela doença respiratória de 1,25; 1,10; 1,19 e 2,10 vezes, respectivamente.
Por fim, um aumento em eventos climáticos extremos elevou as taxas de risco de eventos de asma em 1,19 vezes em crianças e 1,29 vezes em mulheres. As tempestades aumentaram a taxa de risco de eventos de asma em 1,24 vezes.
| Conclusão |
A exposição a eventos climáticos extremos foi associada à morbidade e mortalidade por asma em crianças e mulheres. Sendo assim, essas alterações no clima são uma preocupação crítica no controle da doença.