O diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, considerou "prematuro" declarar vitória sobre a COVID-19 e abandonar o esforço para interromper a transmissão do vírus. Isto foi dito durante uma conferência de imprensa realizada em Genebra, na Suíça.
"É prematuro que qualquer país se declare vitorioso", enfatizou o responsável, preocupado com o aumento de casos, num contexto em que muitos países procuram cortar todo o tipo de restrições. Por exemplo, a Dinamarca, que registrou um número recorde de casos da doença.
Por sua vez, o Diretor de Emergências da OMS, Michael Ryan, também expressou seu medo de que alguns países queiram imitar governos que eliminam restrições por pressão política, ignorando sua situação epidemiológica e sua cobertura vacinal.
Na mesma linha, Maria Van Kerkhove, responsável pela luta contra a COVID-19 na OMS, alertou para um relaxamento precoce das medidas de prevenção. "Pedimos cautela, pois muitos países ainda não atingiram o pico da ômicron. Muitos países têm um baixo nível de cobertura vacinal", disse.
"Não estamos pedindo aos países que restabeleçam os bloqueios, mas estamos pedindo que protejam suas populações usando todos os meios disponíveis e não apenas vacinas", disse o alto funcionário da OMS.
"No le pedimos a los países que reinstauren los confinamientos, pero los llamamos a proteger a su población usando todos los medios disponibles y no solamente las vacunas", indicó el alto cargo de la OMS.
E a nova sub-linhagem BA.2 da ômicron?
Momentos antes da coletiva de imprensa, o Dr. Boris Pavlin, da Equipe de Resposta à COVID-19 da OMS, disse que a forma emergente BA.2 da variante ômicron do coronavírus não parece ser mais séria do que a forma BA original.
"As vacinas também continuam a fornecer proteção semelhante contra as diferentes formas da variante", acrescentou Pavlin.
Seus comentários vêm em um momento em que a sub-linhagem BA.2 está começando a substituir a subvariante 'original' em países como a Dinamarca.